Bronquiolite em Lactentes: Manejo Essencial e Oxigenoterapia

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024

Enunciado

Um lactente de 2 meses, previamente hígido, tem história de coriza e tosse há 5 dias, dispneia de início insidioso há 3 dias, com piora há 1 dia. Ao exame físico, apresenta-se taquidispneico, com tiragens subcostal e intercostal, tempo expiratório prolongado e sibilos disseminados. Faz parte do tratamento nessa fase

Alternativas

  1. A) oxigenoterapia.
  2. B) corticoide sistêmico.
  3. C) nebulização com adrenalina.
  4. D) corticoide inalatório.

Pérola Clínica

Bronquiolite em lactente com dispneia/hipoxemia → Oxigenoterapia é o pilar do tratamento.

Resumo-Chave

O tratamento da bronquiolite viral aguda é primariamente de suporte. A oxigenoterapia é a intervenção mais importante para lactentes com hipoxemia, visando manter a saturação de oxigênio adequada. Outras terapias como corticoides e broncodilatadores não são rotineiramente recomendadas.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. A doença afeta principalmente crianças menores de 2 anos, com pico de incidência entre 2 e 6 meses de idade, sendo uma das principais causas de hospitalização nessa faixa etária. O diagnóstico é clínico, baseado na história de infecção de vias aéreas superiores seguida por tosse, taquipneia, tiragens e sibilos. A fisiopatologia envolve edema, necrose epitelial e acúmulo de muco, levando à obstrução e aprisionamento de ar. O tratamento é essencialmente de suporte, focando na manutenção da hidratação e oxigenação adequadas. A oxigenoterapia é a intervenção mais crítica para lactentes com hipoxemia (saturação de oxigênio <90-92%). Outras medidas incluem aspiração de vias aéreas superiores e suporte nutricional. Terapias como broncodilatadores, corticoides sistêmicos ou inalatórios e antibióticos não são recomendadas rotineiramente devido à falta de evidências de benefício significativo e ao risco de efeitos adversos, exceto em situações muito específicas ou comorbidades.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de gravidade na bronquiolite que indicam internação?

Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragens importantes, cianose, letargia, recusa alimentar e saturação de oxigênio persistentemente abaixo de 90-92% em ar ambiente.

Por que corticoides não são recomendados rotineiramente na bronquiolite?

Estudos demonstram que corticoides sistêmicos ou inalatórios não alteram o curso da doença, a duração da hospitalização ou a necessidade de oxigênio na maioria dos casos de bronquiolite viral aguda.

Quando a nebulização com adrenalina pode ser considerada?

A nebulização com adrenalina pode ser tentada em casos selecionados, especialmente em lactentes com bronquiolite grave ou com história de atopia, mas não é uma terapia de rotina e sua eficácia é limitada.

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