IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Um lactente de 2 meses, previamente hígido, tem história de coriza e tosse há 5 dias, dispneia de início insidioso há 3 dias, com piora há 1 dia. Ao exame físico, apresenta-se taquidispneico, com tiragens subcostal e intercostal, tempo expiratório prolongado e sibilos disseminados. Faz parte do tratamento nessa fase
Bronquiolite em lactente com dispneia/hipoxemia → Oxigenoterapia é o pilar do tratamento.
O tratamento da bronquiolite viral aguda é primariamente de suporte. A oxigenoterapia é a intervenção mais importante para lactentes com hipoxemia, visando manter a saturação de oxigênio adequada. Outras terapias como corticoides e broncodilatadores não são rotineiramente recomendadas.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. A doença afeta principalmente crianças menores de 2 anos, com pico de incidência entre 2 e 6 meses de idade, sendo uma das principais causas de hospitalização nessa faixa etária. O diagnóstico é clínico, baseado na história de infecção de vias aéreas superiores seguida por tosse, taquipneia, tiragens e sibilos. A fisiopatologia envolve edema, necrose epitelial e acúmulo de muco, levando à obstrução e aprisionamento de ar. O tratamento é essencialmente de suporte, focando na manutenção da hidratação e oxigenação adequadas. A oxigenoterapia é a intervenção mais crítica para lactentes com hipoxemia (saturação de oxigênio <90-92%). Outras medidas incluem aspiração de vias aéreas superiores e suporte nutricional. Terapias como broncodilatadores, corticoides sistêmicos ou inalatórios e antibióticos não são recomendadas rotineiramente devido à falta de evidências de benefício significativo e ao risco de efeitos adversos, exceto em situações muito específicas ou comorbidades.
Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragens importantes, cianose, letargia, recusa alimentar e saturação de oxigênio persistentemente abaixo de 90-92% em ar ambiente.
Estudos demonstram que corticoides sistêmicos ou inalatórios não alteram o curso da doença, a duração da hospitalização ou a necessidade de oxigênio na maioria dos casos de bronquiolite viral aguda.
A nebulização com adrenalina pode ser tentada em casos selecionados, especialmente em lactentes com bronquiolite grave ou com história de atopia, mas não é uma terapia de rotina e sua eficácia é limitada.
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