UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Lactente de 3 meses de idade, nascido a termo e com peso adequado para a idade, interna com quadro de coriza hialina há 3 dias e desconforto respiratório há 2 dias. Examinado pelo médico que observou bom estado geral, presença de tiragem subcostal, intercostal, frequência respiratória de 59 irpm, com saturação de O₂ 95% em ar ambiente. Presença de sibilos difusos. Mãe nega episódios prévios de sibilância. Nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Lactente < 6m com desconforto respiratório (tiragem, FR > 60) e sibilos → Bronquiolite, internar para suporte.
Lactentes jovens (especialmente < 6 meses) com bronquiolite e sinais de desconforto respiratório (tiragem, FR elevada) e/ou hipoxemia, mesmo que leve, têm alto risco de piora clínica e desidratação. A internação para medidas de suporte, como oxigenoterapia, hidratação e aspiração de vias aéreas, é a conduta mais segura.
A bronquiolite viral aguda é a infecção respiratória mais comum em lactentes e crianças pequenas, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico. Caracteriza-se por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas, levando a desconforto respiratório. É uma condição de grande importância na pediatria, especialmente em épocas sazonais, e exige atenção especial devido ao risco de rápida deterioração em lactentes jovens. O diagnóstico é clínico, baseado na idade (geralmente < 2 anos), pródromos de infecção de vias aéreas superiores e sinais de desconforto respiratório, como taquipneia, tiragens, sibilância e crepitações. O lactente do caso, com 3 meses, tiragem subcostal/intercostal e FR de 59 irpm, apresenta sinais claros de desconforto respiratório, mesmo com saturação de 95% em ar ambiente. A idade jovem é um fator de risco para maior gravidade e piora. A conduta para bronquiolite é essencialmente de suporte. Não há tratamento antiviral específico ou medicação que altere o curso da doença. A internação é indicada para lactentes com sinais de gravidade, como o descrito na questão, para garantir oxigenoterapia (se necessário), hidratação adequada e monitorização contínua. O uso de broncodilatadores, corticoides e antibióticos não é recomendado de rotina, pois não demonstrou benefividade na maioria dos casos e pode levar a efeitos adversos. A prevenção com palivizumabe é reservada para grupos de alto risco.
Sinais de gravidade incluem taquipneia (FR > 60 irpm), tiragem subcostal/intercostal, batimento de asa de nariz, gemência, cianose, saturação de O2 < 90-92%, letargia e recusa alimentar.
A internação é indicada para lactentes com sinais de gravidade, idade inferior a 3-6 meses, história de prematuridade, cardiopatia congênita, doença pulmonar crônica, imunodeficiência, ou incapacidade de manter hidratação oral adequada.
O tratamento é primariamente de suporte, incluindo oxigenoterapia para manter saturação > 90-92%, hidratação adequada (oral ou intravenosa), aspiração de secreções nasais e monitorização. Broncodilatadores e corticoides não são rotineiramente recomendados.
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