Bronquiolite Viral Aguda: Diagnóstico e VSR em Crianças

SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024

Enunciado

Doença cujo quadro clínico se inicia com infecção de vias aéreas superiores, com tosse seca, rinorréia, congestão nasal, febre, mais comumente em crianças menores de dois anos, sendo que no terceiro dia da doença evolui com acometimento das vias aéreas inferiores, manifestando aumento da frequência respiratória, sibilância, desconforto respiratório em grau variável (batimento asa nariz, retração subcostal, intercostal), gemência. Pode ocorrer uma piora no 5o dia da doença; o diagnóstico provável é:

Alternativas

  1. A) Tuberculose causada pelo Mycobacterium tuberculosis.
  2. B) Asma causada por aeroalérgenos.
  3. C) Bronquiolite causada por Streptococcus pneumoniae.
  4. D) Bronquiolite causada por vírus sincicial respiratório.

Pérola Clínica

Bronquiolite: Criança <2a, IVAS → tosse, rinorreia, febre → sibilância, desconforto respiratório (VSR).

Resumo-Chave

A bronquiolite é uma infecção viral comum das vias aéreas inferiores em crianças menores de dois anos, tipicamente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Caracteriza-se por um pródromo de IVAS seguido por tosse, sibilância e desconforto respiratório, com pico de gravidade por volta do 5º dia.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma das infecções respiratórias mais comuns em crianças pequenas, especialmente menores de dois anos, sendo a principal causa de hospitalização nessa faixa etária. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, responsável pela maioria dos casos. A doença tem um padrão sazonal, com picos de incidência nos meses de inverno. O quadro clínico típico inicia-se com sintomas de infecção de vias aéreas superiores (IVAS), como tosse seca, rinorreia e febre, por 1 a 3 dias. Posteriormente, a infecção progride para as vias aéreas inferiores, manifestando-se com taquipneia, sibilância, crepitações, e sinais de desconforto respiratório de intensidade variável, como batimento de asa de nariz, retrações e gemência. A piora dos sintomas é comum por volta do 3º ao 5º dia da doença, seguida de melhora gradual. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. O tratamento é de suporte, focando na manutenção da hidratação, oxigenação adequada e desobstrução das vias aéreas. Não há tratamento antiviral específico rotineiramente recomendado. A prevenção em grupos de risco (prematuros, cardiopatas) pode ser feita com palivizumabe. É crucial diferenciar a bronquiolite de outras causas de sibilância na infância, como asma, e identificar sinais de gravidade que indiquem necessidade de internação hospitalar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da bronquiolite em lactentes?

A bronquiolite geralmente começa com sintomas de infecção de vias aéreas superiores (tosse seca, rinorreia, febre baixa), evoluindo para tosse persistente, sibilância, taquipneia, batimento de asa de nariz, retrações subcostais e intercostais, e gemência, indicando desconforto respiratório.

Qual é o principal agente etiológico da bronquiolite?

O principal agente etiológico da bronquiolite é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por 70-80% dos casos. Outros vírus como rinovírus, parainfluenza e adenovírus também podem causar a doença.

Quando a bronquiolite é mais grave e quais são os sinais de alerta?

A bronquiolite é mais grave em lactentes menores de 3 meses, prematuros, cardiopatas ou imunodeprimidos. Sinais de alerta incluem cianose, apneia, letargia, dificuldade para se alimentar, desidratação e esforço respiratório intenso.

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