Bronquiolite Viral Aguda: Diagnóstico e Manejo em Lactentes

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020

Enunciado

A Bronquiolite viral aguda (BVA) é a infecção do trato respiratório inferior mais comum em lactentes. Em relação a essa doença, assinale a afirmativa correta.

Alternativas

  1. A) Os exames laboratoriais para confirmação do agente etiológico devem ser solicitados de rotina.
  2. B) Os corticosteroides sistêmicos são indicados em todos os casos de BVA.
  3. C) Na maioria dos pacientes a evolução é benigna e o tratamento está fundamentado em sintomáticos e orientações em relação aos sinais de gravidade.
  4. D) Os broncodilatadores beta-adrenérgicos são as medicações de primeira linha para os pacientes internados com BVA.
  5. E) São sinais de gravidade da BVA: tiragem subcostal, batimento de asa do nariz, gemência e saturação de oxigênio de 94%.

Pérola Clínica

BVA em lactentes: evolução benigna na maioria, tratamento sintomático e monitoramento de sinais de gravidade.

Resumo-Chave

A Bronquiolite Viral Aguda é comum em lactentes, geralmente benigna e autolimitada. O tratamento é de suporte, focando na hidratação, oxigenação se necessário e monitoramento rigoroso dos sinais de gravidade para identificar a necessidade de internação.

Contexto Educacional

A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é a infecção do trato respiratório inferior mais comum em lactentes, especialmente nos primeiros dois anos de vida, com pico de incidência entre 2 e 6 meses. Causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a BVA é caracterizada por inflamação, edema e necrose do epitélio das pequenas vias aéreas, levando a obstrução e sibilância. É uma condição de grande importância na pediatria, sendo uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas. O diagnóstico da BVA é clínico, baseado na história de pródromos virais seguidos por tosse, taquipneia, sibilância e crepitações. Exames laboratoriais ou de imagem, como radiografia de tórax, não são recomendados de rotina, sendo reservados para casos atípicos ou complicações. A maioria dos pacientes apresenta uma evolução benigna e autolimitada, com resolução espontânea em 7 a 10 dias, embora a tosse possa persistir por mais tempo. O tratamento da BVA é fundamentalmente de suporte, focado em manter a hidratação adequada, garantir a oxigenação (se saturação <90-92%) e monitorar rigorosamente os sinais de gravidade, como taquipneia intensa, tiragem, cianose e apneia. Não há evidências consistentes para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticosteroides sistêmicos ou antibióticos. A educação dos pais sobre os sinais de alerta e a importância da higiene das mãos são medidas preventivas e de manejo cruciais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de gravidade na Bronquiolite Viral Aguda em lactentes?

Sinais de gravidade na BVA incluem taquipneia acentuada, tiragem subcostal e intercostal, batimento de asa do nariz, gemência, cianose, apneia, letargia e saturação de oxigênio persistentemente abaixo de 90-92% em ar ambiente.

O tratamento com broncodilatadores ou corticosteroides é indicado para BVA?

Não, na maioria dos casos de BVA, broncodilatadores e corticosteroides sistêmicos não são indicados de rotina, pois não demonstraram benefício consistente e podem ter efeitos adversos. O tratamento é primariamente de suporte.

Quando exames laboratoriais ou de imagem são necessários para BVA?

Exames laboratoriais para identificação do agente etiológico ou radiografia de tórax não são recomendados de rotina para o diagnóstico de BVA. São considerados apenas em casos atípicos, graves, ou para descartar outras condições como pneumonia bacteriana.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo