UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
A Bronquiolite viral aguda (BVA) é a infecção do trato respiratório inferior mais comum em lactentes. Em relação a essa doença, assinale a afirmativa correta.
BVA em lactentes: evolução benigna na maioria, tratamento sintomático e monitoramento de sinais de gravidade.
A Bronquiolite Viral Aguda é comum em lactentes, geralmente benigna e autolimitada. O tratamento é de suporte, focando na hidratação, oxigenação se necessário e monitoramento rigoroso dos sinais de gravidade para identificar a necessidade de internação.
A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é a infecção do trato respiratório inferior mais comum em lactentes, especialmente nos primeiros dois anos de vida, com pico de incidência entre 2 e 6 meses. Causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a BVA é caracterizada por inflamação, edema e necrose do epitélio das pequenas vias aéreas, levando a obstrução e sibilância. É uma condição de grande importância na pediatria, sendo uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas. O diagnóstico da BVA é clínico, baseado na história de pródromos virais seguidos por tosse, taquipneia, sibilância e crepitações. Exames laboratoriais ou de imagem, como radiografia de tórax, não são recomendados de rotina, sendo reservados para casos atípicos ou complicações. A maioria dos pacientes apresenta uma evolução benigna e autolimitada, com resolução espontânea em 7 a 10 dias, embora a tosse possa persistir por mais tempo. O tratamento da BVA é fundamentalmente de suporte, focado em manter a hidratação adequada, garantir a oxigenação (se saturação <90-92%) e monitorar rigorosamente os sinais de gravidade, como taquipneia intensa, tiragem, cianose e apneia. Não há evidências consistentes para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticosteroides sistêmicos ou antibióticos. A educação dos pais sobre os sinais de alerta e a importância da higiene das mãos são medidas preventivas e de manejo cruciais.
Sinais de gravidade na BVA incluem taquipneia acentuada, tiragem subcostal e intercostal, batimento de asa do nariz, gemência, cianose, apneia, letargia e saturação de oxigênio persistentemente abaixo de 90-92% em ar ambiente.
Não, na maioria dos casos de BVA, broncodilatadores e corticosteroides sistêmicos não são indicados de rotina, pois não demonstraram benefício consistente e podem ter efeitos adversos. O tratamento é primariamente de suporte.
Exames laboratoriais para identificação do agente etiológico ou radiografia de tórax não são recomendados de rotina para o diagnóstico de BVA. São considerados apenas em casos atípicos, graves, ou para descartar outras condições como pneumonia bacteriana.
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