Bronquiolite Viral Aguda: Complicações e Manejo Essencial

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

No que se refere à bronquiolite viral aguda (BVA), uma das principais causas de morbidade no primeiro ano de vida, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O vírus sincicial respiratório gera resposta imunológica duradoura, não sendo esperados novos quadros de BVA por essa etiologia.
  2. B) O hemograma deve ser colhido rotineiramente, e os leucócitos são preditores de infecção e de gravidade.
  3. C) A taxa de internação é alta, com necessidade de suporte ventilatório precoce.
  4. D) A profilaxia com palivizumabe está indicada para grupos específicos, como pacientes com câncer e pneumopatias.
  5. E) As complicações respiratórias são as mais comuns, incluindo mais raramente a bronquiolite obliterante.

Pérola Clínica

BVA pode ter complicações respiratórias graves, incluindo bronquiolite obliterante, e VSR não gera imunidade duradoura, permitindo reinfecções.

Resumo-Chave

A bronquiolite viral aguda, frequentemente causada pelo VSR, é uma doença comum no primeiro ano de vida. É importante reconhecer que o VSR não confere imunidade duradoura e que, embora a maioria dos casos seja leve, complicações respiratórias como a bronquiolite obliterante podem ocorrer, exigindo atenção e acompanhamento.

Contexto Educacional

A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum em lactentes, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico. Caracteriza-se por inflamação e necrose das células epiteliais das pequenas vias aéreas, levando a edema, produção de muco e obstrução, manifestando-se com sibilância e desconforto respiratório. É uma das principais causas de internação hospitalar em crianças menores de um ano. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. Exames complementares como hemograma e radiografia de tórax não são recomendados rotineiramente, pois não alteram a conduta na maioria dos casos. O tratamento é de suporte, focado em oxigenioterapia, hidratação e aspiração de vias aéreas, sem indicação rotineira de broncodilatadores ou corticoides. Embora a maioria dos casos seja autolimitada, a BVA pode levar a complicações graves, como insuficiência respiratória aguda, desidratação e, em uma pequena porcentagem, bronquiolite obliterante, uma sequela pulmonar crônica. A profilaxia com palivizumabe é reservada para grupos de alto risco, como prematuros e cardiopatas congênitos, visando reduzir a gravidade e a taxa de internação.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais complicações da bronquiolite viral aguda?

As complicações mais comuns da BVA incluem insuficiência respiratória aguda, desidratação e, mais raramente, bronquiolite obliterante, uma condição pulmonar crônica obstrutiva que pode surgir como sequela.

O vírus sincicial respiratório confere imunidade duradoura?

Não, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) não gera imunidade duradoura, sendo comuns as reinfecções, inclusive na mesma estação, o que contribui para a alta morbidade da BVA em lactentes.

Para quem é indicada a profilaxia com palivizumabe na BVA?

A profilaxia com palivizumabe é indicada para grupos de alto risco, como prematuros extremos, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade ou cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa, não para pacientes com câncer e pneumopatias em geral.

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