UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2018
As afirmativas seguintes se referem ao manejo da bronquiolite viral aguda (BVA). Coloque (V) para as assertivas verdadeiras e (F) para as falsas.( ) A bronquiolite por vírus sincicial respiratório (VSR) é a causa mais frequente de infecção do trato respiratório inferior (ITRI) e de internação hospitalar nos primeiros seis meses de nascimento.( ) Ainda não se dispõe de tratamento específico, efetivo e acessível para bronquiolite viral aguda (BVA) . Dessa forma, a manutenção de uma boa hidratação oral e a amamentação são as medidas nucleares no manejo da BVA.( ) Os raios x de tórax pode ser considerado nos pacientes com insuficiência respiratória grave.( ) Sabe-se que entre 1% e 3% dos pacientes com BVA desenvolvem dificuldades de alimentação, apneia ou manter a saturação periférica de O2 adequada em ar ambiente (mínima aceitável: 90%-92%), situações quem exige internação hospitalar para terapia de apoio.( ) Apesar de falta de evidência para o uso de corticoide sistêmico e de beta2 adrenérgico inalado no tratamento da BVA, pode-se testar beta2 adrenérgico inalado uma vez no início do tratamento, nos pacientes que tenham histórico pessoal ou familiar de atopia.A sequência correta é:
BVA: tratamento é suporte (hidratação, amamentação); considerar internação para apneia, dificuldade alimentar ou SpO2 <90-92%.
O manejo da bronquiolite viral aguda é essencialmente de suporte, focando na hidratação e oxigenação. Embora não haja tratamento específico, a avaliação cuidadosa de fatores de risco e sinais de gravidade é crucial para decidir a internação e monitoramento.
A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção comum do trato respiratório inferior em lactentes, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico. É a causa mais frequente de internação hospitalar em crianças menores de seis meses, destacando sua relevância clínica e epidemiológica. O manejo da BVA é predominantemente de suporte, visando manter a hidratação, oxigenação e conforto do paciente. O diagnóstico da BVA é clínico, baseado na história e exame físico. A radiografia de tórax não é rotineiramente recomendada, sendo reservada para casos graves ou com suspeita de complicações. A decisão de internação é crucial e baseia-se em critérios como apneia, dificuldade alimentar, hipoxemia persistente e presença de fatores de risco. O tratamento específico para BVA ainda é limitado. Corticoides sistêmicos e beta2-agonistas inalados não são recomendados de rotina devido à falta de evidências de benefício significativo, embora um teste terapêutico com beta2-agonista possa ser considerado em pacientes com histórico de atopia. A hidratação oral adequada e a amamentação são medidas nucleares, e a oxigenoterapia é indicada para manter a saturação acima de 90-92%.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico da bronquiolite viral aguda, sendo responsável pela maioria dos casos e internações em lactentes jovens. Outros vírus incluem rinovírus, metapneumovírus e influenza.
A radiografia de tórax não é rotineiramente indicada na bronquiolite viral aguda. Deve ser considerada em casos de insuficiência respiratória grave, suspeita de complicações como pneumonia bacteriana ou atelectasia, ou quando o diagnóstico é incerto.
Os critérios para internação incluem apneia, dificuldade significativa para se alimentar, saturação periférica de oxigênio persistentemente abaixo de 90-92% em ar ambiente, desidratação, letargia, ou presença de fatores de risco para doença grave em lactentes jovens.
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