SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023
“A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é uma doença inflamatória, que afeta as vias aéreas de pequeno calibre, cursando com inflamação aguda, edema e necrose de células epiteliais do trato respiratório. O agente etiológico mais comum é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).” Tratado de Pediatria/ SBP-2022. Todos os fatores de risco listados abaixo indicam maior gravidade de BVA pelo VSR, EXCETO
Fatores de risco BVA grave: prematuridade, cardiopatia congênita, ausência aleitamento materno. Sexo feminino NÃO é fator de risco.
A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum em lactentes, e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente. Fatores como prematuridade, cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica e ausência de aleitamento materno são conhecidos por aumentar o risco de gravidade. O sexo feminino, no entanto, não é um fator de risco estabelecido para maior gravidade da BVA.
A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é a causa mais comum de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico predominante. Caracteriza-se por inflamação, edema e necrose das células epiteliais das pequenas vias aéreas, levando a obstrução e sibilância. A doença tem um pico de incidência nos primeiros meses de vida e pode variar de um quadro leve a uma doença grave com necessidade de internação e suporte ventilatório. A identificação de fatores de risco para maior gravidade é crucial para o manejo clínico e a tomada de decisão sobre hospitalização e monitoramento. Fatores como idade inferior a 3 meses, prematuridade (idade gestacional < 37 semanas), presença de cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica (como comunicação interventricular ou truncus arteriosus), doenças pulmonares crônicas pré-existentes e imunodeficiências aumentam significativamente o risco de um curso mais grave da BVA. A ausência de aleitamento materno também é um fator que predispõe a formas mais severas, pois o leite materno oferece proteção imunológica. O sexo feminino, por outro lado, não é um fator de risco reconhecido para maior gravidade da bronquiolite. Residentes devem estar atentos a esses fatores para estratificar o risco dos pacientes, indicar profilaxia com Palivizumabe em grupos de alto risco e fornecer o suporte adequado, que é primariamente sintomático, incluindo hidratação, aspiração de vias aéreas e oxigenoterapia quando necessário.
Os principais fatores de risco incluem prematuridade (idade gestacional < 37 semanas), idade inferior a 3 meses, cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, doenças pulmonares crônicas (ex: displasia broncopulmonar), imunodeficiências e condições neuromusculares.
Bebês prematuros têm vias aéreas menores e menos desenvolvidas, menor reserva pulmonar, sistema imunológico imaturo e menor quantidade de anticorpos maternos, tornando-os mais suscetíveis a formas graves de BVA com maior risco de insuficiência respiratória.
Sim, o aleitamento materno confere proteção contra infecções respiratórias, incluindo a bronquiolite, através da transferência de anticorpos e outros fatores imunológicos da mãe para o bebê, reduzindo a incidência e a gravidade da doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo