HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Em relação ao manejo da Bronquiolite Viral Aguda é correto afirmar:
Bronquiolite Viral Aguda → Broncodilatadores NÃO são rotineiramente indicados.
As diretrizes atuais para o manejo da Bronquiolite Viral Aguda não recomendam o uso rotineiro de broncodilatadores inalatórios. Estudos mostram que eles não alteram significativamente o curso da doença, a duração da hospitalização ou a necessidade de oxigênio, e podem causar efeitos adversos. O tratamento é principalmente de suporte.
A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum em lactentes e crianças pequenas, caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas, geralmente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). É uma das principais causas de hospitalização em crianças menores de um ano, e seu manejo é um tema frequente em provas de residência e na prática pediátrica. A fisiopatologia da BVA envolve necrose do epitélio bronquiolar, edema da submucosa e acúmulo de muco e debris celulares, levando à obstrução das pequenas vias aéreas. Diferente da asma, o broncoespasmo não é o componente predominante. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas como taquipneia, sibilância, crepitações e sinais de desconforto respiratório. O tratamento da BVA é essencialmente de suporte, focado em manter a hidratação, nutrição e oxigenação adequadas. As diretrizes atuais desaconselham o uso rotineiro de broncodilatadores inalatórios, corticoides sistêmicos e antibióticos, pois não demonstraram benefício significativo e podem causar efeitos adversos. A fisioterapia respiratória também não tem indicação rotineira. A salina hipertônica pode ser considerada em casos selecionados, mas não é uma terapia universalmente recomendada.
O tratamento principal para a Bronquiolite Viral Aguda é de suporte, incluindo hidratação adequada, nutrição, aspiração de vias aéreas superiores e oxigenoterapia, se necessário, para manter a saturação de oxigênio acima de 90-92%.
Os broncodilatadores não são recomendados rotineiramente na bronquiolite porque a fisiopatologia da doença envolve inflamação e edema das pequenas vias aéreas, e não primariamente broncoespasmo. Estudos mostram pouca ou nenhuma eficácia e potencial para efeitos adversos.
A inalação com salina hipertônica pode ser considerada em alguns casos de bronquiolite, especialmente em pacientes hospitalizados, pois pode ajudar a fluidificar as secreções e melhorar o clearance mucociliar. No entanto, seu uso na emergência para reduzir admissão hospitalar não é consistentemente comprovado.
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