HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Lactente de 7 meses vem apresentando tosse, coriza hialina, febre baixa, e irritabilidade há 3 dias. Nas últimas 12 horas, evoluiu com piora da tosse e passou a apresentar rouquidão, conjuntivite e taquipnéia. Ao exame físico, mostrava-se irritada, afebril, acianótica, FR= 60ipm, na ausculta pulmonar sibilos inspiratórios e expiratórios. Hemograma com Ht= 36%, Hb= 12g/dL, leucócitos= 20.000 (6% bastões, 30% segmentados, 54% linfócitos, 4% eosinófilos e 6% monócitos), plaquetas= 123.000. Nessas condições clínicas, a hipótese diagnóstica e a principal conduta a ser tomada são, respectivamente:
Lactente <1 ano com pródromo viral, taquipneia e sibilância (insp/exp) → Bronquiolite viral.
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de sibilância em lactentes, tipicamente precedida por sintomas de via aérea superior e caracterizada por taquipneia e sibilância. O hemograma com linfocitose e a ausência de resposta a broncodilatadores são comuns. O tratamento é primariamente de suporte, com nebulização com solução salina hipertônica sendo uma opção em casos selecionados.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum que afeta as pequenas vias aéreas de lactentes e crianças jovens, sendo a principal causa de hospitalização por doença respiratória em menores de um ano. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, mas outros vírus respiratórios também podem causar a doença. É fundamental que residentes e estudantes de medicina saibam reconhecer e manejar essa condição. A fisiopatologia envolve a inflamação e necrose do epitélio bronquiolar, levando a edema, aumento da produção de muco e broncoespasmo, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. Clinicamente, a bronquiolite se manifesta após um pródromo de infecção de vias aéreas superiores, com tosse, coriza e febre baixa, evoluindo para taquipneia, sibilância (inspiratória e expiratória), tiragem e, em casos graves, desconforto respiratório significativo. O diagnóstico é clínico, baseado na idade e nos achados do exame físico. O manejo da bronquiolite é predominantemente de suporte. Isso inclui garantir hidratação adequada, desobstrução nasal e, se necessário, oxigenoterapia para manter a saturação de oxigênio. A nebulização com solução salina hipertônica (3%) tem sido estudada e pode ser benéfica em alguns lactentes hospitalizados, reduzindo o tempo de internação. No entanto, o uso rotineiro de broncodilatadores (como salbutamol) e corticoides não é recomendado, pois a maioria dos estudos não demonstra benefício significativo. A prevenção com palivizumabe é indicada para grupos de alto risco.
A bronquiolite viral geralmente começa com sintomas de resfriado (tosse, coriza, febre baixa), progredindo para taquipneia, sibilância inspiratória e expiratória, tiragem intercostal e batimento de asas nasais. A irritabilidade e dificuldade para alimentar também são comuns.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum da bronquiolite viral, responsável por cerca de 50-80% dos casos. Outros vírus incluem rinovírus, metapneumovírus humano, influenza e parainfluenza.
O tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação adequada, desobstrução das vias aéreas superiores e oxigenoterapia se houver hipoxemia. A nebulização com solução salina hipertônica (3%) pode ser considerada para reduzir o tempo de internação em alguns casos hospitalizados, mas broncodilatadores e corticoides não são rotineiramente recomendados.
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