UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é uma enfermidade frequente no primeiro ano de vida. Embora a maioria dos lactentes tenha evolução favorável, alguns podem evoluir com complicações. Com base na bronquiolite avalie as afirmativas a seguir: I. A BVA ocorre tipicamente no período do outono e inverno por infecção primária ou reinfecção por vírus patogênicos, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o causador mais comum, seguido por Rinovírus. II. O vírus infecta as células epiteliais dos bronquíolos terminais, causando dano direto às células e inflamação peribronquiolar. Edema, excesso de muco, dano ciliar e necrose de células epiteliais leva à obstrução das pequenas vias aéreas e atelectasia. III. Testes de detecção viral são essenciais nos quadros de BVA que ocorrem nos picos da sazonalidade do VSR, pois direcionam para terapêuticas mais eficazes e específicas. IV. Naqueles pacientes que foram internados com bronquiolite, pode ser utilizado entre os critérios de alta hospitalar o alvo de saturação de O2 maior ou igual a 90% em ar ambiente. Após análise dos itens acima, assinale a alternativa CORRETA:
BVA: VSR principal agente, fisiopatologia obstrutiva, tratamento suporte. Testes virais e SpO2 >90% não são critérios únicos de alta.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, predominantemente causada pelo VSR, com fisiopatologia de obstrução de pequenas vias aéreas. O tratamento é essencialmente de suporte, e testes virais não alteram a conduta na maioria dos casos. Critérios de alta incluem estabilidade clínica, boa alimentação e saturação acima de 90-92% em ar ambiente, mas não apenas o valor isolado.
A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum que afeta principalmente lactentes no primeiro ano de vida, com pico de incidência nos meses de outono e inverno. É a principal causa de hospitalização por doença respiratória em crianças pequenas, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais frequente, seguido por Rinovírus e outros vírus respiratórios. Compreender a BVA é fundamental para residentes de pediatria e emergência. A fisiopatologia da BVA envolve a infecção das células epiteliais dos bronquíolos terminais, levando a dano celular direto, inflamação peribronquiolar, edema, aumento da produção de muco e necrose epitelial. Esses eventos resultam em obstrução das pequenas vias aéreas, aprisionamento de ar e, em casos graves, atelectasias. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente, sazonalidade e achados de exame físico como taquipneia, sibilância e crepitações. O tratamento da BVA é essencialmente de suporte, focando na manutenção da hidratação, oxigenação e desobstrução das vias aéreas. Testes de detecção viral não são rotineiramente indicados, pois não alteram a conduta terapêutica na maioria dos casos. Os critérios de alta hospitalar incluem estabilidade clínica, ausência de desconforto respiratório significativo, capacidade de manter hidratação oral e saturação de oxigênio sustentada acima de 90-92% em ar ambiente, além da segurança e capacidade dos cuidadores.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico da Bronquiolite Viral Aguda, responsável pela maioria dos casos, seguido por outros vírus como o Rinovírus.
Os testes de detecção viral não são rotineiramente indicados porque o tratamento da BVA é primariamente de suporte, e a identificação do vírus geralmente não altera a conduta terapêutica específica para a maioria dos pacientes.
Os critérios de alta incluem estabilidade clínica, ausência de desconforto respiratório significativo, capacidade de manter hidratação oral adequada e saturação de oxigênio acima de 90-92% em ar ambiente, além da capacidade dos pais de cuidar da criança em casa.
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