Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015
A bronquiolite viral aguda acomete geralmente menores de 2 anos de idade e pode ocorrer em cerca de 10% das crianças no primeiro ano de vida. Quanto à Bronquiolite Viral Aguda –BVA–, assinale a alternativa INCORRETA.
BVA: Fisioterapia respiratória NÃO é rotineiramente indicada; VSR é principal agente etiológico.
A fisioterapia respiratória não tem evidência de benefício em todos os casos de bronquiolite viral aguda e pode até causar desconforto. O tratamento é primariamente de suporte, com oxigenoterapia sendo a intervenção mais comum para hipoxemia.
A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum em lactentes e crianças menores de 2 anos, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais frequente. É uma das principais causas de hospitalização pediátrica, especialmente no primeiro ano de vida, devido ao risco de desconforto respiratório e hipoxemia. O diagnóstico da BVA é essencialmente clínico, baseado na história e exame físico, que revela taquipneia, sibilância e crepitações. Exames laboratoriais e de imagem, como radiografia de tórax, não são indicados rotineiramente, mas podem ser úteis para excluir outras condições ou avaliar complicações. A saturação de oxigênio é um parâmetro crucial para monitoramento e indicação de internação. O tratamento da BVA é primariamente de suporte, com foco na manutenção da oxigenação e hidratação. A oxigenoterapia é a intervenção mais importante para pacientes com hipoxemia. A fisioterapia respiratória não é universalmente recomendada e não demonstrou benefício consistente em todos os casos hospitalizados, podendo ser até prejudicial. Broncodilatadores e corticoides têm uso limitado e não são indicados de rotina.
Os principais sinais e sintomas incluem taquipneia, sibilância, crepitações, tosse, rinorreia e, em casos mais graves, desconforto respiratório e hipoxemia. Geralmente afeta menores de 2 anos.
A internação é indicada para lactentes menores de 6 semanas, com períodos de apneia ou cianose, desidratação, saturação de oxigênio persistentemente abaixo de 90-92%, ou sinais de desconforto respiratório grave.
A fisioterapia respiratória não é recomendada de rotina para todos os casos de bronquiolite viral aguda, pois não há evidências claras de benefício e pode causar estresse. O tratamento é focado em suporte, como oxigenoterapia e hidratação.
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