Bronquiolite: Prevenção de Infecção e Manejo Hospitalar

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2017

Enunciado

Em relação a bronquiolite, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Trata-se de infecção das vias aéreas inferiores, geralmente causada por bactérias, que acomete lactentes menores de dois anos.
  2. B) É necessário higienização das mãos antes e após o contato com paciente; uso de luvas, avental, máscara e proteção ocular quando em contato direto com o paciente e secreções; e quarto privativo sempre que possível.
  3. C)  O uso de corticoide venoso ou oral é imprescindível ao tratamento. 
  4. D) Em relação ao tratamento, deve-se utilizar broncodilatadores de forma sistemática.
  5. E) O uso profilático do anticorpo monoclonal humanizado está indicado para lactentes menores de um ano, que nasceram com menos de 34 semanas, sem doença crônica pulmonar e sem cardiopatia congênita.

Pérola Clínica

Bronquiolite viral aguda → medidas de controle de infecção por contato e gotículas são cruciais para prevenir a disseminação hospitalar.

Resumo-Chave

A bronquiolite viral aguda é uma infecção comum em lactentes, principalmente causada por vírus. As medidas de controle de infecção, como higiene das mãos e uso de EPIs, são fundamentais para evitar a transmissão nosocomial, dada a alta contagiosidade dos agentes etiológicos.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma infecção comum das vias aéreas inferiores que afeta lactentes menores de dois anos, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico. É uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas, especialmente durante os meses de inverno. A compreensão de sua epidemiologia, fisiopatologia e, crucialmente, das medidas de prevenção de infecção é vital para residentes. A fisiopatologia envolve inflamação e necrose das células epiteliais bronquiolares, levando a edema, produção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas como taquipneia, sibilância, tiragem e crepitações. O tratamento é primariamente de suporte, com oxigenoterapia, hidratação e aspiração de secreções. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. As medidas de controle de infecção são de extrema importância na bronquiolite para prevenir a disseminação nosocomial do vírus. Isso inclui a higienização rigorosa das mãos antes e após o contato com o paciente, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como luvas, avental, máscara e proteção ocular ao lidar com pacientes e suas secreções, e a alocação em quarto privativo sempre que possível. A profilaxia com palivizumabe é reservada para grupos de alto risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais agentes etiológicos da bronquiolite?

O principal agente etiológico da bronquiolite viral aguda é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pela maioria dos casos. Outros vírus incluem rinovírus, parainfluenza, adenovírus e metapneumovírus humano.

Qual o papel dos broncodilatadores e corticoides no tratamento da bronquiolite?

Broncodilatadores e corticoides não são recomendados de forma rotineira no tratamento da bronquiolite viral aguda, pois a maioria dos estudos não demonstra benefício significativo. O tratamento é principalmente de suporte.

Quem tem indicação para profilaxia com palivizumabe na bronquiolite?

O palivizumabe é indicado para lactentes de alto risco, como prematuros (<35 semanas) com doença pulmonar crônica, cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa, ou prematuros extremos (<29 semanas) no primeiro ano de vida, para prevenir infecções graves por VSR.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo