UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2021
Menino, 6 meses, comparece ao pronto-socorro com histó ia de febre, obstrução nasal, coriza e tosse há 3 dias, e cansaço há um dia. Nega vômitos ou inapetência. Exame físico: bom estado geral, corado, hidratado, acianótico, dispneico, T=36,2°C, FC=163bpm, FR=71irpm, PA=80x45 mmHg, oximetria (ar ambiente)=91%, capilar=2 segundos; Otoscopia: membranas timpânicas translúci pulsos cheios, enchimento as e sem hiperemia; Pulmão: murmúrio vesicular diminuído à direita com raros sibilos bilateralmente; Coração: ritmo duplo regular sem sopros, bulhas normofonéticas. Radiograma de tórax:ALÉM DE INTERNAR E OFERTAR OXIGÊNIO, A CONDUTA É:
Bronquiolite em lactente com hipoxemia → Internar, oxigênio, e considerar beta2 agonista para teste terapêutico.
A bronquiolite viral aguda é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, manifestando-se com obstrução nasal, coriza, tosse, sibilância e, em casos graves, dispneia e hipoxemia. O tratamento é primariamente de suporte, com oxigenoterapia para manter a saturação > 90-92%.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que leva à inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. O quadro clínico típico inclui pródromos de infecção de vias aéreas superiores, seguidos por tosse, taquipneia, sibilância e, em casos mais graves, desconforto respiratório e hipoxemia. A idade de 6 meses é um pico de incidência. O diagnóstico é clínico, e o tratamento é fundamentalmente de suporte. A internação hospitalar é indicada para lactentes com sinais de gravidade, como saturação de oxigênio abaixo de 90-92% em ar ambiente, taquipneia acentuada, dificuldade para se alimentar ou apneia. A oxigenoterapia é a principal intervenção para corrigir a hipoxemia. Outras medidas incluem hidratação adequada e aspiração de secreções nasais. Embora os beta2 agonistas sejam frequentemente usados, a evidência de sua eficácia na bronquiolite é limitada e controversa, sendo recomendados apenas para um teste terapêutico em casos selecionados, com descontinuação se não houver melhora. Corticoides e antibióticos não são rotineiramente indicados, a menos que haja suspeita de infecção bacteriana secundária ou comorbidades específicas.
Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragem intercostal e subcostal, batimento de asa de nariz, cianose, letargia, dificuldade para se alimentar e saturação de oxigênio abaixo de 90-92% em ar ambiente.
A conduta inicial é internação hospitalar, oferta de oxigênio para manter a saturação acima de 90-92%, hidratação adequada e aspiração de vias aéreas superiores. Beta2 agonistas podem ser tentados em alguns casos, mas a evidência é limitada.
O uso de beta2 agonistas na bronquiolite é controverso. Podem ser tentados como teste terapêutico em lactentes com sibilância significativa, mas devem ser descontinuados se não houver resposta clínica clara, devido à falta de benefício consistente e potenciais efeitos adversos.
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