Bronquiolite Viral Aguda: Avaliação de Gravidade em Lactentes

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2017

Enunciado

Lactente de cinco meses de idade, gênero feminino, previamente saudável, nasceu com 3.200g de peso, está em aleitamento materno exclusivo. Mãe relata que, há dois dias, apresenta febre baixa, tosse leve e certa dificuldade respiratória. Ao exame, está levemente hipocorada, acianótica, ativa, tiragem intercostal leve e presença de sibilos inspiratórios e expiratórios em ambos os hemitórax. Demais aparelhos sem alterações. Nega casos de atopia da família. Em relação ao diagnóstico mais provável, é CORRETO afirmar: 

Alternativas

  1. A) Está sempre indicado uso de corticosteroides
  2. B) Na maioria desses casos, a radiografia de tórax mostra condensações pulmonares bilaterais
  3. C) O melhor preditor isolado para a avaliação inicial da severidade do quadro é a saturação de oxigênio
  4. D) Está sempre indicado uso de broncodilatador de ação rápida

Pérola Clínica

Bronquiolite em lactentes: saturação de O2 é o melhor preditor de gravidade inicial.

Resumo-Chave

A saturação de oxigênio é crucial na avaliação inicial da bronquiolite, pois reflete diretamente a oxigenação tecidual e a necessidade de suporte respiratório, guiando a decisão de internação e oxigenoterapia.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, especialmente nos primeiros dois anos de vida, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico. Caracteriza-se por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas, levando a sibilância, tosse e desconforto respiratório. É uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente, sintomas e achados do exame físico. A fisiopatologia envolve edema e necrose do epitélio brônquico, com acúmulo de muco e debris celulares. A avaliação da gravidade é fundamental para guiar o manejo, e a saturação de oxigênio é o melhor preditor isolado, indicando a necessidade de oxigenoterapia e monitorização hospitalar. O tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação adequada, desobstrução de vias aéreas e oxigenoterapia quando a saturação de oxigênio está abaixo de 90-92%. Corticosteroides e broncodilatadores não são recomendados de rotina. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade na bronquiolite viral aguda em lactentes?

Sinais de gravidade incluem taquipneia, tiragem intercostal, batimento de asa de nariz, cianose e, principalmente, baixa saturação de oxigênio (<90-92%).

Qual a conduta inicial para um lactente com bronquiolite viral aguda e baixa saturação de oxigênio?

A conduta inicial envolve suporte respiratório com oxigenoterapia para manter a saturação acima de 90-92%, hidratação e monitorização. Broncodilatadores e corticoides não são rotineiramente indicados.

Por que a radiografia de tórax não é sempre indicada na bronquiolite?

A radiografia de tórax não é rotineiramente indicada na bronquiolite típica, pois os achados são inespecíficos e não alteram a conduta na maioria dos casos. É reservada para suspeita de complicações como pneumonia ou atelectasia.

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