HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
Lactente, com 4 meses de idade, sexo masculino, apresenta tosse e dificuldade para respirar há 72 horas, quadro precedido por febre baixa. No exame físico, apresenta tiragem intercostal, ausculta com sibilos e poucos estertores subcrepitantes, frequência respiratória de 50 movimentos/minuto e oximetria de 90%. Uma radiografia de tórax solicitada evidenciou hiperinsuflação e retificação de arcos costais, além de uma imagem “em vela de barco” em terço superior à direita. Sobre esse quadro clínico, assinale a alternativa correta.
Lactente < 1 ano com sibilância, tiragem, febre baixa e hiperinsuflação RX → Bronquiolite viral, tratar com suporte e O2.
O quadro clínico de lactente com sibilância, desconforto respiratório, febre baixa e achados radiográficos de hiperinsuflação é altamente sugestivo de bronquiolite viral. O tratamento é primariamente de suporte, com oxigenioterapia se necessário, e broncodilatadores não são rotineiramente recomendados.
A bronquiolite viral aguda é uma das infecções respiratórias mais comuns em lactentes, afetando principalmente crianças menores de 2 anos, com pico de incidência entre 2 e 6 meses de idade. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, mas outros vírus como rinovírus e metapneumovírus também podem causar a doença. É uma causa importante de hospitalização pediátrica. O quadro clínico é caracterizado por pródromos de infecção de vias aéreas superiores, seguidos por tosse, taquipneia, sibilância, tiragem e, por vezes, crepitações. A radiografia de tórax pode mostrar hiperinsuflação, retificação dos arcos costais e, em alguns casos, atelectasias. A "imagem em vela de barco" refere-se ao timo, que é uma estrutura normal em lactentes e não um achado patológico da bronquiolite. O manejo da bronquiolite é essencialmente de suporte, focando na manutenção da hidratação, desobstrução nasal e oxigenioterapia para hipoxemia. O uso de broncodilatadores, corticosteroides e antibióticos não é recomendado de rotina, pois não demonstrou benefividade consistente e pode levar a efeitos adversos. A prevenção com palivizumabe é indicada para grupos de alto risco.
Os sinais clínicos típicos incluem tosse, rinorreia, febre baixa, sibilância, taquipneia, tiragem intercostal e, em casos mais graves, cianose e dificuldade respiratória.
O tratamento inicial é primariamente de suporte, incluindo hidratação adequada, desobstrução das vias aéreas superiores e oxigenioterapia para manter a saturação de oxigênio acima de 90-92%.
Broncodilatadores não são rotineiramente recomendados na bronquiolite viral, pois a fisiopatologia envolve inflamação e edema das pequenas vias aéreas, e não broncoespasmo significativo, com evidências limitadas de benefício clínico.
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