Bronquiolite Viral Aguda em Lactentes: Diagnóstico e Etiologia

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015

Enunciado

Paciente com 3 meses de idade dá entrada no PS com T= 38,3⁰C, FC = 132 bpm, FR = 48 MRPM, batimento de aletas nasais, tiragem intercostal e retração esternal. MV simétrico e sibilos difusos. Início há 5 dias com coriza e febre, nega episódios anteriores. O diagnóstico e etiologia mais provável são:

Alternativas

  1. A) Pneumonia por Clamídia. 
  2. B) Asma por hipersensibilidade. 
  3. C) Pneumonia por Streptoccocus pneumoniae.
  4. D) Bronquiolite viral aguda por vírus sincicial respiratório.
  5. E) Pneumonia por Micoplasma.

Pérola Clínica

Lactente < 6m com coriza, febre, sibilância e desconforto respiratório = Bronquiolite Viral Aguda (VSR).

Resumo-Chave

O quadro clínico de um lactente de 3 meses com coriza, febre, sibilância difusa e sinais de desconforto respiratório (batimento de aletas, tiragem) é altamente sugestivo de bronquiolite viral aguda. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é a etiologia mais comum, especialmente em epidemias sazonais.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum e sazonal que afeta principalmente lactentes e crianças pequenas, com pico de incidência entre 2 e 6 meses de idade. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, responsável por cerca de 70-80% dos casos, seguido por rinovírus, metapneumovírus e parainfluenza. A doença é caracterizada por inflamação e necrose do epitélio das pequenas vias aéreas, levando a edema, hipersecreção e obstrução. O quadro clínico típico inicia-se com sintomas de infecção de vias aéreas superiores, como coriza e tosse, seguidos por febre baixa e, após alguns dias, o desenvolvimento de desconforto respiratório progressivo. Sinais como taquipneia, batimento de aletas nasais, tiragem intercostal e subcostal, e sibilância difusa à ausculta pulmonar são característicos. A ausência de episódios anteriores de sibilância é um dado importante que favorece o diagnóstico de bronquiolite. O diagnóstico é essencialmente clínico. Exames complementares como radiografia de tórax (que pode mostrar hiperinsuflação e infiltrados peribrônquicos) e pesquisa viral (VSR) podem auxiliar, mas não são mandatórios para o diagnóstico inicial. O tratamento é de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas. É crucial diferenciar de outras causas de desconforto respiratório em lactentes, como pneumonia bacteriana ou asma, que possuem abordagens terapêuticas distintas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para bronquiolite viral aguda em lactentes?

O diagnóstico é clínico, baseado em pródromo viral (coriza, tosse, febre baixa), seguido de desconforto respiratório (taquipneia, tiragem, batimento de aletas) e sibilância difusa à ausculta em lactentes menores de 2 anos.

Qual a principal causa da bronquiolite viral aguda e como ela se manifesta?

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é a principal causa. Ele provoca inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas, levando a sintomas como rinorreia, tosse, febre e, posteriormente, sibilância e desconforto respiratório.

Como diferenciar bronquiolite de pneumonia bacteriana em um lactente?

A bronquiolite geralmente tem um pródromo viral e sibilância difusa, enquanto a pneumonia bacteriana pode apresentar febre mais alta, tosse produtiva e achados focais à ausculta ou radiografia, embora a distinção possa ser desafiadora e requeira avaliação clínica cuidadosa.

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