UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2018
Latente de 5 meses, chega ao Pronto-Atendimento com quadro inicial de rinorreia, tosse e febre baixa, que evoluiu para dificuldade respiratória e sibilância. Na ausculta pulmonar observam-se estertores de finas bolhas em bases pulmonares e síbilos predominantemente expiratórios difusos. Raio X de tórax com hipertransparência, retificação do diafragma e infiltrado perihilar de padrão intersticial. Este paciente mais provavelmente não se beneficiaria de:
Bronquiolite viral: suporte, hidratação, higiene nasal, oxigenioterapia. Beta-2-agonistas NÃO são rotina.
A bronquiolite viral aguda em lactentes é uma condição autolimitada, cujo tratamento é primariamente de suporte. Medidas como oxigenioterapia para hipoxemia, nebulização com solução salina hipertônica em casos selecionados e higiene nasal são benéficas. No entanto, beta-2-agonistas não são recomendados rotineiramente, pois a bronquiolite não é primariamente uma doença broncoespástica.
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, afetando principalmente crianças menores de 2 anos. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, seguido por rinovírus e outros. A importância clínica reside na alta taxa de hospitalização e na necessidade de manejo adequado para evitar complicações respiratórias graves. A fisiopatologia envolve a inflamação e necrose do epitélio bronquiolar, levando a edema da mucosa, hipersecreção de muco e formação de plugs, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. Isso causa aprisionamento de ar, atelectasias e desequilíbrio ventilação-perfusão, manifestando-se como taquipneia, sibilância, estertores e desconforto respiratório. O diagnóstico é clínico, baseado na idade, quadro viral prévio e achados do exame físico. O tratamento é essencialmente de suporte. Oxigenioterapia é indicada para hipoxemia. Hidratação e higiene nasal são cruciais. A nebulização com solução salina hipertônica pode ser benéfica em casos selecionados. Beta-2-agonistas, corticoides e antibióticos não são recomendados de rotina. A prevenção com Palivizumabe é indicada para grupos de alto risco.
O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte, incluindo hidratação adequada, higiene e aspiração nasal para desobstrução das vias aéreas superiores, e oxigenioterapia para pacientes com hipoxemia (SpO2 < 90-92%).
Sim, a nebulização com solução salina hipertônica (3%) pode ser considerada em lactentes hospitalizados com bronquiolite, pois pode reduzir o tempo de internação e melhorar o escore clínico, ajudando a fluidificar as secreções e reduzir o edema da mucosa.
Os beta-2-agonistas não são recomendados de rotina porque a bronquiolite é predominantemente uma doença inflamatória e obstrutiva das pequenas vias aéreas, não primariamente broncoespástica. Estudos mostram que não há benefício consistente na melhora clínica ou redução do tempo de internação.
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