SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2017
Leia o caso clínico a seguir: Mãe traz seu filho de 13 meses ao pronto atendimento por febre de 38 °C, coriza e tosse há três dias. Relata que criança estava bem, mas hoje o quadro piorou, com dificuldade respiratória. Sibilos e estertores difusos à ausculta pulmonar. Radiografia de tórax com retificação do diafragma. Nesse caso, qual o diagnóstico?
Lactente com febre, coriza, tosse, sibilos, estertores difusos e retificação diafragmática na RX → Bronquiolite.
A bronquiolite é uma infecção viral comum em lactentes, caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. O quadro clínico típico inclui pródromos de IVAS seguidos por tosse, taquipneia, sibilos e crepitações, com achados radiográficos de hiperinsuflação e retificação diafragmática.
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de infecção do trato respiratório inferior em lactentes e crianças pequenas, sendo uma das principais razões para hospitalização nessa faixa etária. O pico de incidência ocorre entre 2 e 6 meses de idade, e o agente etiológico mais frequente é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A doença é caracterizada por inflamação, edema e necrose das células epiteliais das pequenas vias aéreas, levando à obstrução e aprisionamento de ar. O diagnóstico da bronquiolite é eminentemente clínico, baseado na história de pródromos virais seguidos por tosse, taquipneia, sibilância e crepitações à ausculta pulmonar. A radiografia de tórax, embora não seja rotineiramente necessária para o diagnóstico, pode revelar hiperinsuflação pulmonar, retificação do diafragma e infiltrados peribrônquicos. É crucial diferenciar de outras causas de sibilância em lactentes. O tratamento da bronquiolite é principalmente de suporte, com foco na manutenção da oxigenação e hidratação. Não há evidências consistentes para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. A prevenção, especialmente em grupos de risco, pode ser feita com palivizumabe. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem ter episódios recorrentes de sibilância na infância.
Os sintomas da bronquiolite em lactentes incluem pródromos de infecção de vias aéreas superiores (coriza, tosse), seguidos por dificuldade respiratória, taquipneia, sibilos e estertores difusos à ausculta.
A radiografia de tórax na bronquiolite geralmente mostra sinais de hiperinsuflação pulmonar, como retificação do diafragma e aumento dos espaços intercostais, embora o diagnóstico seja primariamente clínico.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum da bronquiolite viral aguda, responsável pela maioria dos casos em lactentes.
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