SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Criança de 2 meses previamente hígida comparece à emergência com história de 2 dias de coriza e obstrução nasal, que evoluíram para desconforto respiratório há 1 dia, sendo a “primeira vez que cansa”. Ao exame: temperatura 37,9º C, ativa, hidratada, bem perfundida, dispneica. Aparelho cardiovascular sem alterações na ausculta. Pulsos presentes e simétricos. Aparelho respiratório com sibilos e estertores difusos. Observado tempo expiratório prolongado e tiragens subcostais. Considerando a hipótese diagnóstica, qual seria o principal mecanismo fisiopatológico envolvido?
Bronquiolite → Inflamação + Edema + Detritos celulares → Obstrução das pequenas vias aéreas (bronquíolos).
A bronquiolite é uma infecção viral que causa inflamação bronquiolar, levando ao estreitamento do lúmen por edema e acúmulo de muco, resultando em sibilância e esforço respiratório.
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de hospitalização em lactentes menores de um ano. Sua fisiopatologia é marcada pela invasão viral do epitélio bronquiolar, desencadeando uma resposta inflamatória intensa. Isso resulta em edema submucoso, produção excessiva de muco e descamação de células epiteliais necróticas. Como os lactentes possuem vias aéreas de calibre reduzido, essa combinação leva a uma obstrução significativa, aumento da resistência ao fluxo aéreo e aprisionamento de ar. Clinicamente, isso se traduz em taquipneia, tiragens e sibilância difusa, com um tempo expiratório prolongado característico.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite viral aguda em lactentes, especialmente nos meses de inverno.
O sibilo decorre da obstrução parcial dos bronquíolos causada pelo edema da mucosa, necrose do epitélio respiratório e acúmulo de muco e detritos celulares no lúmen.
O tratamento é essencialmente de suporte: hidratação adequada, nutrição fracionada, limpeza nasal com soro fisiológico e monitorização rigorosa de sinais de desconforto.
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