HFR - Hospital Felício Rocho (MG) — Prova 2019
Um paciente lactente de 7 meses de vida, com história de 1 episódio de febre de 37,9°C há 4 dias, associado a coriza, espirros e tosse. Pais relatam que há 1 dia iniciou cansaço. Mãe nega comorbidades e história prévia semelhante ou doenças na família. Ao exame físico apresenta-se em bom estado geral, temperatura axilar de 36,8°C, frequência respiratória de 40irpm, sibilos e alguns estertores grossos, ausência de esforço e saturação de 98% em ar ambiente. Em relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a afirmativa mais adequada para a principal hipótese:
Lactente com quadro viral e sibilância leve, sem esforço respiratório ou hipoxemia, o manejo é suporte clínico.
O quadro clínico descrito (sintomas virais, sibilância, FR 40irpm, SatO2 98%, sem esforço) é compatível com bronquiolite viral aguda leve. A conduta inicial é suporte clínico, hidratação e antitérmicos, sem indicação de salbutamol, corticoide, internação ou radiografia de tórax de rotina.
A bronquiolite viral aguda é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, geralmente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Caracteriza-se por inflamação e necrose do epitélio bronquiolar, levando a edema, hipersecreção e obstrução das pequenas vias aéreas. É mais comum em crianças menores de 2 anos, com pico de incidência entre 2 e 6 meses. O diagnóstico é clínico, baseado na história de pródromos virais seguidos por tosse, taquipneia, sibilância e crepitações. A gravidade é avaliada pela frequência respiratória, presença de tiragens, saturação de oxigênio e capacidade de alimentação. Exames complementares como radiografia de tórax não são rotineiramente indicados em casos típicos e leves. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte, visando manter a hidratação, oxigenação e conforto do paciente. Não há evidências consistentes para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. A internação é reservada para casos moderados a graves, com monitoramento e suporte respiratório, se necessário.
A bronquiolite geralmente começa com sintomas de IVAS (coriza, tosse, espirros, febre baixa), progredindo para tosse persistente, taquipneia, sibilância, tiragens e, em casos graves, hipoxemia.
A conduta inicial para bronquiolite leve é suporte clínico, incluindo hidratação adequada, desobstrução nasal, antitérmicos se necessário e monitoramento dos sinais de gravidade.
A internação é indicada em casos de hipoxemia persistente (SatO2 < 90-92%), esforço respiratório moderado a grave, desidratação, apneia, falha na alimentação ou comorbidades significativas.
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