CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2021
Renan, 2 meses, nascido a termo, previamente hígido, iniciou quadro de coriza hialina, tosse e febre baixa há 2 dias. Tem uma irmã, lsis, de 3 anos que está muito gripada há 5 dias. Gustavo, pai das crianças, preocupado, resolveu levar Renan à Emergência do CHN. Ao examinar, encontramos uma criança pouco reativa, FR= 72irpm, SatO₂= 92% em ar ambiente. Murmúrio vesicular universalmente audível, com sibilos inspiratórios e expiratórios bilaterais. Tiragem subcostal. Otoscopia bilateral e orofaringe sem alterações.É CORRETO AFIRMAR que Renan está com
Lactente < 6 meses com desconforto respiratório e sibilância → bronquiolite viral aguda (VSR) → internação, suporte, oxigenioterapia, salina hipertônica.
O quadro clínico de Renan (2 meses, coriza, tosse, febre, FR 72irpm, SatO₂ 92%, sibilos, tiragem) é típico de bronquiolite viral aguda, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente. Devido ao desconforto respiratório e hipoxemia, a internação é indicada para tratamento de suporte, oxigenioterapia e considerar salina hipertônica, sem broncodilatadores ou corticoides de rotina.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de internação hospitalar por doença respiratória nessa faixa etária. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, responsável por cerca de 70-80% dos casos. A doença afeta as pequenas vias aéreas (bronquíolos), levando a edema, necrose celular e produção de muco, resultando em obstrução e dificuldade respiratória. A fisiopatologia envolve a inflamação e obstrução dos bronquíolos, causando aprisionamento de ar, atelectasias e desequilíbrio ventilação-perfusão, o que leva à hipoxemia. Os sintomas iniciais são semelhantes a um resfriado, progredindo para tosse persistente, taquipneia, sibilância e tiragem. O diagnóstico é clínico, baseado na idade (geralmente < 2 anos) e nos achados do exame físico. A gravidade é avaliada pelo grau de desconforto respiratório e pela saturação de oxigênio. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte. Inclui oxigenioterapia para manter a saturação acima de 90-92%, hidratação adequada (oral ou intravenosa) e aspiração de vias aéreas superiores para remover secreções. Broncodilatadores, corticoides e antibióticos não são recomendados de rotina. A salina hipertônica inalatória pode ser considerada em casos selecionados, especialmente em pacientes internados. A internação é indicada para lactentes com hipoxemia, desconforto respiratório significativo, apneia ou fatores de risco, visando monitoramento e suporte adequados.
A bronquiolite viral aguda geralmente começa com sintomas de resfriado comum (coriza, tosse, febre baixa), progredindo para desconforto respiratório, taquipneia, sibilância (chiado no peito), tiragem subcostal e intercostal, e batimento de asas nasais. A saturação de oxigênio pode diminuir.
A internação é indicada para lactentes com bronquiolite que apresentam desconforto respiratório moderado a grave, hipoxemia (SatO₂ < 90-92% em ar ambiente), desidratação, apneia, idade inferior a 3 meses, ou com comorbidades significativas. A falha no tratamento domiciliar também é uma indicação.
A salina hipertônica (3%) inalatória pode ser considerada em lactentes internados com bronquiolite, especialmente nos mais graves. Ela atua fluidificando as secreções e melhorando o clearance mucociliar, o que pode reduzir o tempo de internação e a gravidade dos sintomas, embora seu uso não seja universalmente recomendado em todas as diretrizes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo