UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
A bronquiolite viral aguda (BVA) é um diagnóstico frequente de internação hospitalar em pediatria. Ocorre principalmente nos meses de outono e inverno. A doença resulta da obstrução inflamatória das pequenas vias aéreas e possui gravidade variável. Algumas populações de crianças, como recém-nascidos pré-termo, cardiopatas congênitos e imunocomprometidos apresentam maior risco de morbidade e mortalidade. Dito isso, sobre a BVA é correto afirmar que:
BVA é autolimitada, maioria dos casos benigna, manejo suporte. VSR = principal agente, reinfecções comuns.
A bronquiolite viral aguda, causada principalmente pelo VSR, é uma doença comum em lactentes, geralmente autolimitada e com evolução benigna. O tratamento é primariamente de suporte, focando na hidratação e oxigenação, sendo a profilaxia com palivizumabe reservada para grupos de alto risco.
A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma das principais causas de internação hospitalar em pediatria, afetando principalmente lactentes menores de dois anos, com pico de incidência nos meses de outono e inverno. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum, responsável por cerca de 70-80% dos casos. A doença é caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas, levando a desconforto respiratório. Embora a BVA possa apresentar gravidade variável, a grande maioria dos casos tem um curso autolimitado e benigno, com resolução espontânea em poucos dias a semanas. O manejo é predominantemente de suporte, focando em medidas como hidratação oral ou intravenosa, aspiração de secreções nasais e, quando indicado, oxigenoterapia para manter a saturação adequada. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos em casos não complicados. A profilaxia com palivizumabe, um anticorpo monoclonal contra o VSR, é reservada para populações de alto risco, como prematuros extremos, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade ou cardiopatias congênitas significativas, visando reduzir a morbidade e mortalidade nesses grupos vulneráveis. É fundamental que residentes compreendam a história natural da doença e as indicações precisas para intervenções, evitando tratamentos desnecessários e focando no suporte adequado.
Os principais sinais incluem rinorreia, tosse, febre baixa, sibilância, taquipneia, tiragem intercostal e batimento de asas nasais, podendo evoluir para desconforto respiratório.
O tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação adequada, desobstrução de vias aéreas superiores, monitoramento da oxigenação e, se necessário, suplementação de oxigênio. Broncodilatadores e corticoides não são rotineiramente indicados.
A profilaxia é indicada para prematuros extremos, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica e imunodeficiências graves, conforme critérios específicos de idade e condição clínica.
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