Bronquiolite Viral: Profilaxia com Palivizumab e Indicações

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022

Enunciado

Em relação às bronquiolites virais, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Ventilação não invasiva com pressão positiva está contraindicada devido ao risco de diminuição de surfactante endógeno e maior propensão a atelectasias pulmonares.
  2. B) A profilaxia é indicada com o uso de anticorpos monoclonais (pavilizumab) na dose de 15mg/Kg/dose.
  3. C) Nos casos leves da doença, indica-se adrenalina racêmica para uso em domicílio quando a saturação de oxigênio estiver abaixo de 93%.
  4. D) Os rinovírus em geral são responsáveis por cerca de 60-80% dos casos de bronquiolites agudas durante os meses de outono e inverno.
  5. E) A asma é considerada o diagnóstico diferencial principal em menores de 6 meses.

Pérola Clínica

Profilaxia da bronquiolite grave com Palivizumab (15mg/kg/dose) é indicada para grupos de alto risco.

Resumo-Chave

A bronquiolite viral é uma infecção respiratória comum em lactentes, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente. A profilaxia com Palivizumab, um anticorpo monoclonal, é indicada para grupos de alto risco (prematuros extremos, cardiopatas congênitos, displasia broncopulmonar) para reduzir a gravidade da doença, na dose de 15mg/kg/dose mensalmente durante a estação do VSR.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais comum. A doença é caracterizada por inflamação e necrose do epitélio bronquiolar, levando a edema, hipersecreção de muco e broncoespasmo, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. Embora a maioria dos casos seja leve e autolimitada, alguns lactentes, especialmente aqueles com fatores de risco como prematuridade, doença pulmonar crônica ou cardiopatia congênita, podem desenvolver formas graves da doença, necessitando de hospitalização e suporte respiratório. Para esses grupos de alto risco, a profilaxia com Palivizumab, um anticorpo monoclonal contra o VSR, é indicada para reduzir a incidência e a gravidade das infecções. O Palivizumab é administrado mensalmente, na dose de 15 mg/kg, durante a estação de circulação do VSR. É importante ressaltar que o Palivizumab é uma medida profilática e não um tratamento para a bronquiolite estabelecida. O manejo da bronquiolite é principalmente de suporte, com oxigenoterapia, hidratação e, em casos selecionados, ventilação não invasiva, sendo broncodilatadores e corticoides geralmente não recomendados de rotina.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais agentes etiológicos da bronquiolite viral?

O principal agente etiológico da bronquiolite viral é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por cerca de 50-80% dos casos. Outros vírus incluem rinovírus, parainfluenza, adenovírus e metapneumovírus humano.

Para quais grupos de pacientes a profilaxia com Palivizumab é indicada?

A profilaxia com Palivizumab é indicada para lactentes de alto risco, como prematuros extremos (<29 semanas de idade gestacional), crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia broncopulmonar), cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica e imunodeficiências graves.

Qual a dose e a frequência de administração do Palivizumab na profilaxia da bronquiolite?

O Palivizumab é administrado na dose de 15 mg/kg por via intramuscular, uma vez por mês, durante o período de sazonalidade do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que geralmente ocorre nos meses de outono e inverno.

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