PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Lactente de dois meses de idade, previamente hígido, nascido a termo com peso adequado para a idade gestacional, em aleitamento materno exclusivo e com calendário vacinal em dia, é levado ao pronto atendimento com história de coriza hialina e tosse há dois dias. Há doze horas a mãe notou uma piora do quadro clínico com o surgimento de taquipneia e chieira. A mãe relata que há, no domicílio, dois adultos "gripados". Nega história de atopia na família e não há fumantes em casa. Ao exame físico observa-se bom estado geral, hidratado, temperatura axilar de 37,8°C, frequência respiratória de 60 incursões respiratórias por minuto com fase expiratória prolongada e presença de sibilos expiratórios. Diante do quadro desta criança, é CORRETO afirmar que:
Bronquiolite em lactentes < 2 anos: diagnóstico é clínico (história + exame físico), exames complementares não são rotina.
A bronquiolite viral aguda, comum em lactentes, é caracterizada por obstrução de pequenas vias aéreas. O diagnóstico baseia-se na tríade clínica de pródromos virais, taquipneia e sibilância, sendo a história e o exame físico suficientes na maioria dos casos.
A bronquiolite viral aguda é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, com o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) sendo o agente etiológico mais comum. É uma condição de alta prevalência em crianças menores de dois anos, especialmente nos primeiros meses de vida, e representa um desafio diagnóstico e de manejo na atenção primária e hospitalar. A fisiopatologia envolve a inflamação e necrose das células epiteliais das pequenas vias aéreas, resultando em edema, produção de muco e broncoespasmo, que levam à obstrução e aprisionamento de ar. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de pródromos virais seguidos de taquipneia, sibilância e desconforto respiratório. O exame físico revela taquipneia, expiração prolongada e sibilos, sendo crucial para a avaliação. O tratamento é primariamente de suporte, com hidratação, desobstrução de vias aéreas e oxigenoterapia, se necessário. O prognóstico é geralmente bom, mas é fundamental identificar sinais de gravidade (apneia, cianose, desidratação, exaustão) que indicam a necessidade de hospitalização e monitoramento intensivo, especialmente em lactentes jovens ou com comorbidades.
Os principais sinais e sintomas incluem pródromos virais (coriza, tosse), seguidos por taquipneia, sibilância expiratória, tiragem intercostal e batimento de asas nasais. A febre geralmente é baixa ou ausente.
O diagnóstico é clínico porque a combinação da história de pródromos virais e os achados do exame físico (taquipneia, sibilância, expiração prolongada) são altamente sugestivos. Exames complementares raramente alteram a conduta em casos típicos e leves.
Exames complementares como radiografia de tórax ou pesquisa viral são indicados em casos de apresentação atípica, doença grave, suspeita de complicações (ex: pneumonia bacteriana), ou para pesquisa epidemiológica, não sendo rotina em casos leves a moderados.
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