HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2017
Um casal chegou ao pronto atendimento com o filho de 4 meses de idade, referindo que eles, há uma semana, estiveram expostos a um quadro respiratório leve. Há dois dias, o filho começou a apresentar espirros, coriza hialina e diminuição do apetite, febre de 38°C e dificuldade respiratória com tosse e irritabilidade. Ao exame físico, é evidente a presença de sibilância, marcado esforço respiratório, com batimentos de asas do nariz e tiragem subcostal. Os raios X de tórax mostraram pulmões hiperinsuflados. Hemograma sem alterações significativas. Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que corresponde à principal hipótese diagnóstica para esse paciente.
Lactente com sibilância, esforço respiratório e hiperinsuflação pulmonar → Bronquiolite.
A bronquiolite viral aguda é a principal hipótese em lactentes com quadro de infecção respiratória viral prévia, evoluindo com sibilância, esforço respiratório e sinais de hiperinsuflação pulmonar no raio-X, especialmente em crianças < 1 ano.
A bronquiolite viral aguda é uma das infecções respiratórias mais comuns e clinicamente significativas em lactentes, sendo a principal causa de hospitalização em crianças menores de um ano. Caracteriza-se por uma inflamação aguda das pequenas vias aéreas (bronquíolos), levando a edema, necrose epitelial e produção de muco, resultando em obstrução e aprisionamento de ar. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente. O quadro clínico típico inicia-se com sintomas de infecção de vias aéreas superiores (coriza, espirros, tosse leve), progredindo para dificuldade respiratória, taquipneia, sibilância, tiragem subcostal e batimento de asas do nariz. O exame físico revela crepitações e sibilância difusa. O raio-X de tórax pode mostrar hiperinsuflação pulmonar e infiltrados peribrônquicos. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na idade do paciente e nos achados do exame físico. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte, focando na manutenção da oxigenação e hidratação. A oxigenoterapia é indicada para hipoxemia, e a desobstrução nasal é fundamental. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos, a menos que haja comorbidades ou suspeita de infecção bacteriana secundária. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais de gravidade e a instituir o manejo adequado para prevenir complicações e reduzir a morbimortalidade.
O principal agente etiológico da bronquiolite viral aguda é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por cerca de 70-80% dos casos. Outros vírus incluem rinovírus, parainfluenza e adenovírus.
O tratamento da bronquiolite é principalmente de suporte, incluindo hidratação adequada, desobstrução de vias aéreas superiores (lavagem nasal), oxigenoterapia se houver hipoxemia e monitorização. Broncodilatadores e corticoides não são rotineiramente recomendados.
A bronquiolite é tipicamente o primeiro episódio de sibilância em lactentes menores de 1-2 anos, associado a infecção viral e com curso autolimitado. A asma, embora possa ter gatilhos virais, geralmente se manifesta com episódios recorrentes de sibilância e tem um componente alérgico ou atópico subjacente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo