HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Paciente com 1 ano e 5 meses com história de febre e tosse iniciada há 5 dias. Genitora refere que o mesmo apresenta piora progressiva do quadro evoluindo com desconforto respiratório das últimas 48 horas. Antecedente de prematuridade, necessitando de internação em UTI neonatal por 30 dias, oxigenoterapia por 15 dias. Ao Exame: Regular estado geral, frequência respiratória de 60ipm, Saturação periférica de oxigênio de 90%. Ausculta Pulmonar com sibilância bilateral e tiragens subcostais e intercostais. Diante do quadro clínico, qual o diagnóstico provável?
Lactente <2 anos, sibilância, tiragens, hipoxemia + pródromo viral = Bronquiolite Viral Aguda.
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de sibilância em lactentes, especialmente em menores de 2 anos com histórico de prematuridade, que são mais suscetíveis a quadros graves. O quadro clínico típico inclui pródromo viral seguido de desconforto respiratório, taquipneia, sibilância e tiragens.
A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum em lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de hospitalização por doença do trato respiratório inferior em menores de 2 anos. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, mas outros vírus como rinovírus e metapneumovírus também podem causar a doença. Clinicamente, a BVA se manifesta após um pródromo de infecção de vias aéreas superiores, evoluindo para tosse, taquipneia, sibilância, crepitações e sinais de desconforto respiratório, como tiragens e batimento de asa de nariz. A hipoxemia é comum em casos moderados a graves. O histórico de prematuridade, como no caso, é um importante fator de risco para um curso mais grave da doença. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente e nos achados do exame físico. O tratamento é essencialmente de suporte, com foco na manutenção da oxigenação e hidratação. A prevenção em grupos de risco, como prematuros, pode ser feita com palivizumabe. É crucial diferenciar BVA de outras causas de sibilância, como asma ou aspiração de corpo estranho, embora a BVA seja o primeiro episódio na maioria dos casos.
Os principais sinais incluem pródromo de infecção de vias aéreas superiores (coriza, tosse), seguido por taquipneia, sibilância, tiragens (subcostal, intercostal), batimento de asa de nariz e, em casos graves, hipoxemia e apneia.
O tratamento é primariamente de suporte, focando em manter a hidratação, desobstrução de vias aéreas (lavagem nasal), e oxigenoterapia se houver hipoxemia. Broncodilatadores e corticoides não são rotineiramente recomendados.
Fatores de risco incluem prematuridade, idade inferior a 3 meses, doença pulmonar crônica (ex: displasia broncopulmonar), cardiopatia congênita, imunodeficiência e doenças neuromusculares.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo