Bronquiolite Viral Aguda: Sinais e Manejo Inicial

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023

Enunciado

Sobre a bronquiolite viral aguda, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) É comum a ocorrência de diarreia ou vômito.
  2. B) Geralmente é precedida por uma síndrome respiratória viral na semana anterior, apresentando, como desenvolvimento inicial, taquipneia leve, com pouca quantidade de secreção.
  3. C) A oximetria de pulso contínua é indicada em pacientes internados com suportes ventilatórios como cateter, a fim de evitar-se a coleta desnecessária de gasometrias.
  4. D) A taxa de letalidade é de 10%, com morte atribuível à apneia, parada cardiorrespiratória ou crises convulsivas.

Pérola Clínica

Bronquiolite viral aguda → precedida por SRV, taquipneia leve inicial, pouca secreção.

Resumo-Chave

A bronquiolite viral aguda tipicamente se manifesta após uma síndrome respiratória viral inespecífica, com sintomas que progridem para taquipneia e desconforto respiratório. A fase inicial é caracterizada por sintomas leves, que podem evoluir para um quadro mais grave em lactentes.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes e crianças pequenas, caracterizada pela inflamação das pequenas vias aéreas. Geralmente, é precedida por uma síndrome respiratória viral inespecífica, como um resfriado comum, que evolui para sintomas respiratórios mais graves. O quadro clínico inicial costuma apresentar taquipneia leve, tosse e sibilância, com pouca quantidade de secreção, progredindo para desconforto respiratório, tiragens e, em casos mais graves, hipoxemia. É uma das principais causas de hospitalização em crianças menores de dois anos. A fisiopatologia envolve a infecção viral das células epiteliais das vias aéreas inferiores, levando a necrose celular, edema, hipersecreção de muco e formação de plugs de fibrina, o que resulta em obstrução das pequenas vias aéreas. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história e exame físico, sem a necessidade de exames laboratoriais ou de imagem de rotina. A oximetria de pulso é fundamental para monitorar a saturação de oxigênio e guiar a oxigenoterapia, que é a principal medida de suporte. A maioria dos casos é autolimitada, mas alguns podem evoluir para insuficiência respiratória. O tratamento da bronquiolite é principalmente de suporte, incluindo hidratação adequada, aspiração de vias aéreas superiores e oxigenoterapia quando a saturação de oxigênio cai abaixo de 90-92%. Não há indicação rotineira para broncodilatadores, corticoides ou antibióticos, a menos que haja suspeita de coinfecção bacteriana. A prevenção é feita com medidas de higiene e, em grupos de alto risco, com a imunoprofilaxia passiva com Palivizumabe. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente na infância.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas iniciais da bronquiolite viral aguda?

A bronquiolite viral aguda geralmente é precedida por uma síndrome respiratória viral inespecífica, como coriza e tosse. Os sintomas iniciais da bronquiolite incluem taquipneia leve, sibilância, tosse e, por vezes, pouca quantidade de secreção, progredindo para desconforto respiratório.

Quando a oximetria de pulso contínua é indicada na bronquiolite?

A oximetria de pulso contínua é indicada para monitorar a saturação de oxigênio em pacientes internados com bronquiolite que necessitam de suporte ventilatório, como cateter nasal de oxigênio. Ela ajuda a guiar a terapia com oxigênio e a identificar hipoxemia, mas não substitui a avaliação clínica completa.

Quais são os principais agentes etiológicos da bronquiolite viral aguda?

O principal agente etiológico da bronquiolite viral aguda é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pela maioria dos casos. Outros vírus que podem causar bronquiolite incluem rinovírus, metapneumovírus humano, adenovírus e vírus influenza e parainfluenza.

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