SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2018
Paciente de 7 meses, previamente hígido, foi levado para atendimento em serviço de emergência porque há quatro dias vem apresentando quadro de coriza hialina e febre (38C) evoluindo hoje com dificuldade respiratória progressiva. Neste momento, ao exame físico, apresenta freqüência respiratória: 70 irpm, oximetria de pulso: 89%,tempo expiratório prolongado, com tiragem intercostal e subcostal, ausculta pulmonar com roncos e sibilos difusos. Hemograma com leucocitose e linfocitose, sem desvio a esquerda. Radiografia de tórax em AP: Qual é a hipótese diagnóstica e melhor conduta a ser realizada?
Bronquiolite viral aguda em lactente: suporte, oxigênio, monitorização.
O quadro clínico de lactente com coriza, febre baixa, dificuldade respiratória progressiva, tempo expiratório prolongado, tiragem e sibilos difusos é altamente sugestivo de Bronquiolite Viral Aguda. O tratamento é primariamente de suporte, com oxigenoterapia para hipoxemia e monitorização, sem indicação rotineira de corticoides ou antibióticos.
A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é uma das principais causas de internação hospitalar em lactentes, especialmente nos meses de inverno. Causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), afeta as pequenas vias aéreas, levando a edema, necrose epitelial e acúmulo de muco, resultando em obstrução e dificuldade respiratória. É crucial que residentes de pediatria e emergência saibam reconhecer e manejar essa condição. O diagnóstico da BVA é essencialmente clínico, baseado na história de infecção de vias aéreas superiores seguida por desconforto respiratório, sibilância e crepitações na ausculta pulmonar em lactentes < 2 anos. Exames complementares como hemograma e radiografia de tórax geralmente não são necessários para o diagnóstico, mas podem auxiliar no descarte de outras condições como pneumonia bacteriana. A radiografia pode mostrar hiperinsuflação e infiltrados peribrônquicos, mas não é patognomônica. O tratamento da BVA é primariamente de suporte. Isso inclui a oferta de oxigênio suplementar para manter a saturação > 90-92%, hidratação adequada (oral ou intravenosa), aspiração de secreções nasais e monitorização dos sinais vitais. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides sistêmicos ou antibióticos, a menos que haja suspeita de coinfecção bacteriana. A internação hospitalar é indicada para casos com hipoxemia, dificuldade respiratória moderada a grave, desidratação ou fatores de risco para doença grave.
A bronquiolite viral aguda em lactentes tipicamente se manifesta com coriza, febre baixa, tosse, e progressão para dificuldade respiratória, sibilância, tempo expiratório prolongado e tiragem intercostal/subcostal.
A melhor conduta para bronquiolite viral aguda é a internação hospitalar para monitorização e suporte, incluindo oxigenoterapia suplementar se houver hipoxemia, hidratação adequada e aspiração de vias aéreas superiores.
Antibióticos não são indicados porque a bronquiolite é uma infecção viral, e corticoides sistêmicos não demonstraram benefício significativo na maioria dos casos, podendo causar efeitos adversos. O tratamento é focado no suporte respiratório.
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