Bronquiolite Viral Aguda: Manejo Essencial em Lactentes

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 3 meses é hospitalizado com quadro de febre, coriza e tosse há quatro dias. Ao exame físico, você percebe taquipneia (FR: 62irpm), esforço respiratório leve, sibilos e crepitações difusas à ausculta respiratória, com saturação de 89% em ar ambiente. A radiografia de tórax mostra infiltrado intersticial e hiperinsuflação. A mãe nega episódios semelhantes anteriormente. Em relação ao tratamento desta criança, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Iniciar broncodilatadores inalatórios e palivizumabe.
  2. B) Iniciar dieta por sonda nasogástrica e adrenalina inalatória.
  3. C) Iniciar soroterapia venosa e corticoterapia via oral.
  4. D) Iniciar oxigenioterapia e lavagem nasal com soro fisiológico.

Pérola Clínica

Bronquiolite viral em lactente com hipoxemia → Oxigenioterapia + lavagem nasal + suporte.

Resumo-Chave

A bronquiolite viral aguda em lactentes é uma infecção respiratória comum, caracterizada por taquipneia, sibilos e crepitações. O tratamento é primariamente de suporte, incluindo oxigenioterapia para hipoxemia e lavagem nasal para desobstrução das vias aéreas.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de infecção do trato respiratório inferior em lactentes e crianças pequenas, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico. Caracteriza-se por inflamação e necrose do epitélio bronquiolar, levando a edema, hipersecreção de muco e broncoespasmo, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas como coriza, tosse, febre baixa, taquipneia, sibilos e crepitações. A radiografia de tórax pode mostrar hiperinsuflação e infiltrado intersticial, mas não é necessária para o diagnóstico na maioria dos casos. A saturação de oxigênio é um indicador crucial da gravidade. O tratamento é essencialmente de suporte, focado em manter a oxigenação e a hidratação. Isso inclui oxigenioterapia para pacientes com hipoxemia (saturação <90-92%), lavagem nasal frequente com soro fisiológico para desobstruir as vias aéreas superiores, e suporte nutricional. Broncodilatadores, corticoides e antibióticos não são recomendados de rotina, e o palivizumabe é uma profilaxia para grupos de alto risco, não um tratamento agudo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da bronquiolite viral aguda em lactentes?

Os principais sinais incluem taquipneia, esforço respiratório, sibilos, crepitações à ausculta e, em casos mais graves, hipoxemia e desidratação.

Qual é a conduta inicial para um lactente com bronquiolite e saturação de oxigênio baixa?

A conduta inicial é iniciar oxigenioterapia para manter a saturação acima de 90-92%, além de lavagem nasal com soro fisiológico para desobstruir as vias aéreas superiores.

Por que broncodilatadores e corticoides não são rotineiramente indicados na bronquiolite?

Estudos mostram que broncodilatadores e corticoides não oferecem benefício significativo na maioria dos casos de bronquiolite viral aguda e não alteram o curso da doença, sendo o tratamento primariamente de suporte.

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