Bronquiolite Viral Aguda: Fatores de Risco e Gravidade

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Um lactente de 6 meses de vida foi levado à emergência com quadro de tosse persistente, taquipneia e sibilos audíveis sem estetoscópio há dois dias. A mãe refere que o lactente apresenta febre baixa e coriza hialina. Nega vômitos ou diarreia. Ao exame físico, lactente se apresenta em bom estado geral, hidratado, taquipneico com tiragem subcostal leve e sibilos expiratórios difusos à ausculta pulmonar. SatO2 = 94% em ar ambiente, FR = 53 rpm, FC = 133 bpm e tax = 37 °C. Nesse caso clínico, os fatores de risco para gravidade, que devem ser investigados são

Alternativas

  1. A) Idade gestacional, peso ao nascer e história familiar de asma.
  2. B) Aleitamento materno exclusivo, vacinação completa e uso de antitérmicos.
  3. C) Presença de pets em casa, frequência à creche e tabagismo passivo.
  4. D) Tipo de parto, nível socioeconômico e etnia.

Pérola Clínica

Bronquiolite grave → Investigar prematuridade, baixo peso e comorbidades cardiopulmonares.

Resumo-Chave

A gravidade da Bronquiolite Viral Aguda (BVA) está diretamente ligada à reserva funcional e imunológica; prematuros e bebês de baixo peso são o grupo de maior risco.

Contexto Educacional

A Bronquiolite Viral Aguda é a principal causa de hospitalização em lactentes no primeiro ano de vida. Caracteriza-se por um processo inflamatório dos bronquíolos, levando a edema, acúmulo de debris celulares e muco, o que resulta em obstrução das vias aéreas inferiores. A avaliação do risco de gravidade é o pilar do manejo na emergência. Lactentes que nasceram prematuros possuem vias aéreas de menor calibre e menor reserva de surfactante, o que os torna extremamente suscetíveis à falência respiratória quando infectados pelo VSR. O peso ao nascer reflete não apenas o desenvolvimento pulmonar, mas também a maturidade do sistema imune.

Perguntas Frequentes

Quais os principais fatores de risco para bronquiolite grave?

Os principais fatores de risco incluem a idade jovem (especialmente < 3-6 meses), prematuridade (idade gestacional < 35-37 semanas), baixo peso ao nascer, cardiopatias congênitas hemodinamicamente significativas, doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia broncopulmonar) e imunodeficiências. Fatores ambientais como tabagismo passivo e ausência de aleitamento materno também contribuem.

Por que a história familiar de asma é relevante na sibilância?

Embora a bronquiolite seja uma infecção viral primária, a história familiar de asma ou atopia ajuda a diferenciar o primeiro episódio de BVA de um quadro de lactente sibilante recorrente. No entanto, para a gravidade aguda da infecção pelo VSR, a prematuridade e o baixo peso são preditores mais fortes de complicações mecânicas.

Quando indicar internação na bronquiolite?

A internação está indicada na presença de sinais de desconforto respiratório moderado a grave (tiragens, batimento de asa de nariz), saturação de oxigênio < 90-92% em ar ambiente, desidratação ou incapacidade de ingestão oral, apneia presenciada e presença de comorbidades de alto risco (prematuridade extrema ou cardiopatias).

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo