IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2019
Lactente de 2 meses, nascido a termo de parto normal, sem intercorrências. Aparenta quadro de tosse há 20 dias, evoluindo com desconforto respiratório progressivo na última semana, sem febre ou outros sintomas associados. Ao exame físico, está em bom estado geral, afebril, taquidispneico, com frequência respiratória de 64 ipm, com tiragens e batimento de asa de nariz, saturando 90% em ar ambiente. De acordo com a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa com o provável achado da radiografia de tórax.
Bronquiolite em lactente → tosse, desconforto respiratório, sem febre → RX tórax: infiltrado intersticial bilateral e/ou hiperinsuflação.
A bronquiolite viral aguda, frequentemente causada pelo VSR, manifesta-se em lactentes com tosse, sibilância e desconforto respiratório. A radiografia de tórax tipicamente revela infiltrado intersticial bilateral e sinais de hiperinsuflação, como retificação do diafragma.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, principalmente nos primeiros dois anos de vida, com pico de incidência entre 2 e 6 meses. É caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas, levando a sibilância e desconforto respiratório. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico, mas outros vírus como rinovírus e adenovírus também podem causar a doença. A fisiopatologia envolve a necrose das células epiteliais brônquicas, edema submucoso e acúmulo de muco e debris celulares, resultando em obstrução das vias aéreas distais. Clinicamente, os lactentes apresentam tosse, coriza, sibilância, taquipneia e tiragens. A radiografia de tórax, embora não seja essencial para o diagnóstico, pode revelar achados típicos como hiperinsuflação pulmonar (retificação do diafragma, aumento dos espaços intercostais) e infiltrado intersticial bilateral, que são importantes para o diagnóstico diferencial. O tratamento da bronquiolite é principalmente de suporte, com oxigenoterapia para manter a saturação >90%, hidratação e aspiração de vias aéreas superiores. Não há evidências para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. A internação é indicada em casos de desconforto respiratório grave, hipoxemia persistente ou dificuldade de alimentação.
Os principais sinais incluem tosse, coriza, sibilância, taquipneia, tiragens (subcostal, intercostal), batimento de asa de nariz e, em casos graves, cianose e apneia.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum da bronquiolite viral aguda, responsável pela maioria dos casos, especialmente em lactentes.
Embora o diagnóstico seja clínico, a radiografia de tórax pode mostrar hiperinsuflação pulmonar, retificação do diafragma, aumento dos espaços intercostais e infiltrado intersticial bilateral, ajudando a excluir outras condições como pneumonia bacteriana.
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