Bronquiolite Viral Aguda: Manejo e Suporte em Lactentes

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022

Enunciado

Um residente do primeiro ano de pediatria é chamado na enfermaria por uma intercorrência de desconforto respiratório. Trata-se de um paciente de dois meses de idade, com história prévia de tosse e coriza por dois dias, tendo, no terceiro dia, evoluído com desconforto respiratório, sendo esta, segundo a genitora, a primeira vez que “cansou”. No exame físico atual, apresentava-se com: EGR, taquidispneico, hidratado, bem perfundido, ativo, afebril. AR: MV+AHT com roncos e sibilos difusos bilateralmente; tiragem subcostal presente, tempo expiratório prolongado. Presença de coriza. FR = 43 ipm, SO2 93% em ar ambiente. Qual a conduta adequada para esse momento?

Alternativas

  1. A) Antibioticoterapia de amplo espectro
  2. B) Lavagem nasal com soro fisiológico
  3. C) Ciclo de resgate com broncodilatador
  4. D) Cateter nasal com O2 2L/min
  5. E) Corticoide inalatório

Pérola Clínica

Bronquiolite viral aguda em lactentes: suporte clínico e lavagem nasal são pilares do tratamento.

Resumo-Chave

O quadro clínico de lactente com tosse, coriza e desconforto respiratório com sibilância difusa é altamente sugestivo de bronquiolite viral aguda. O tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação, desobstrução de vias aéreas superiores (lavagem nasal) e oxigenoterapia se necessário.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, principalmente nos primeiros dois anos de vida, causada mais frequentemente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). É a principal causa de hospitalização por doença respiratória em crianças pequenas, sendo crucial para residentes de pediatria reconhecer e manejar adequadamente. A fisiopatologia envolve inflamação e necrose do epitélio brônquico, levando a edema, hipersecreção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas, resultando em sibilância e desconforto respiratório. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, sem necessidade de exames complementares de rotina. O tratamento é essencialmente de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas. Isso inclui lavagem nasal frequente com soro fisiológico para desobstruir as vias aéreas superiores, hidratação oral ou intravenosa e oxigenoterapia para manter a saturação acima de 90-92%. Broncodilatadores, corticoides e antibióticos não são recomendados de rotina.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da bronquiolite viral aguda em lactentes?

A bronquiolite viral aguda em lactentes geralmente se manifesta com tosse, coriza, sibilância, taquipneia, tiragem e, em casos mais graves, hipoxemia. O quadro evolui de sintomas de via aérea superior para desconforto respiratório.

Qual a conduta inicial para um lactente com bronquiolite e desconforto respiratório?

A conduta inicial foca em medidas de suporte, como lavagem nasal com soro fisiológico para desobstrução, hidratação adequada e oxigenoterapia se a saturação de oxigênio estiver abaixo de 90-92% em ar ambiente.

Por que broncodilatadores e corticoides não são recomendados de rotina na bronquiolite?

Broncodilatadores e corticoides não são recomendados de rotina porque a fisiopatologia da bronquiolite envolve inflamação e edema de pequenas vias aéreas, e não broncoespasmo significativo, tornando esses medicamentos ineficazes na maioria dos casos.

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