SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Um residente do primeiro ano de pediatria é chamado na enfermaria por uma intercorrência de desconforto respiratório. Trata-se de um paciente de dois meses de idade, com história prévia de tosse e coriza por dois dias, tendo, no terceiro dia, evoluído com desconforto respiratório, sendo esta, segundo a genitora, a primeira vez que “cansou”. No exame físico atual, apresentava-se com: EGR, taquidispneico, hidratado, bem perfundido, ativo, afebril. AR: MV+AHT com roncos e sibilos difusos bilateralmente; tiragem subcostal presente, tempo expiratório prolongado. Presença de coriza. FR = 43 ipm, SO2 93% em ar ambiente. Qual a conduta adequada para esse momento?
Bronquiolite viral aguda em lactentes: suporte clínico e lavagem nasal são pilares do tratamento.
O quadro clínico de lactente com tosse, coriza e desconforto respiratório com sibilância difusa é altamente sugestivo de bronquiolite viral aguda. O tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação, desobstrução de vias aéreas superiores (lavagem nasal) e oxigenoterapia se necessário.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, principalmente nos primeiros dois anos de vida, causada mais frequentemente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). É a principal causa de hospitalização por doença respiratória em crianças pequenas, sendo crucial para residentes de pediatria reconhecer e manejar adequadamente. A fisiopatologia envolve inflamação e necrose do epitélio brônquico, levando a edema, hipersecreção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas, resultando em sibilância e desconforto respiratório. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, sem necessidade de exames complementares de rotina. O tratamento é essencialmente de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas. Isso inclui lavagem nasal frequente com soro fisiológico para desobstruir as vias aéreas superiores, hidratação oral ou intravenosa e oxigenoterapia para manter a saturação acima de 90-92%. Broncodilatadores, corticoides e antibióticos não são recomendados de rotina.
A bronquiolite viral aguda em lactentes geralmente se manifesta com tosse, coriza, sibilância, taquipneia, tiragem e, em casos mais graves, hipoxemia. O quadro evolui de sintomas de via aérea superior para desconforto respiratório.
A conduta inicial foca em medidas de suporte, como lavagem nasal com soro fisiológico para desobstrução, hidratação adequada e oxigenoterapia se a saturação de oxigênio estiver abaixo de 90-92% em ar ambiente.
Broncodilatadores e corticoides não são recomendados de rotina porque a fisiopatologia da bronquiolite envolve inflamação e edema de pequenas vias aéreas, e não broncoespasmo significativo, tornando esses medicamentos ineficazes na maioria dos casos.
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