UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2016
Um lactente com cinco meses de idade iniciou tosse e desconforto respiratório há três dias, apresentando um pico de febre (38 graus) no primeiro dia da doença. Nega doenças pulmonares anteriormente. Ao exame físico a criança está ativa, em bom estado geral, levemente descorada, com frequência respiratória de 61 irpm, apresentando retração subcostal. Na ausculta pulmonar, apresenta sibilos inspiratórios e expiratórios. A oximetria de pulso à admissão é de 90% em ar ambiente. A hipótese diagnóstica e a conduta adequadas ao caso são, respectivamente:
Lactente <1 ano com 1º episódio de sibilos + pródromos virais + hipoxemia → Bronquiolite viral, iniciar O2 e considerar teste com beta-agonista.
Em lactentes com primeiro episódio de sibilância, pródromos virais e hipoxemia, a bronquiolite viral é a hipótese principal. A conduta inicial inclui oxigenioterapia para saturação < 90% e um teste terapêutico com beta-agonista pode ser considerado, embora não seja rotineiramente recomendado para todos os casos.
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, afetando principalmente crianças menores de 2 anos. É caracterizada por inflamação e edema das pequenas vias aéreas, levando a obstrução e sibilância. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico. O diagnóstico é clínico, baseado em pródromos virais, tosse, taquipneia, tiragens e sibilância, geralmente no primeiro episódio. A avaliação da gravidade inclui a frequência respiratória, presença de tiragens, capacidade de alimentação e, crucialmente, a oximetria de pulso. Saturação de oxigênio abaixo de 90% em ar ambiente é um indicador de gravidade e requer oxigenioterapia. A conduta inicial é de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas. Embora a bronquiolite seja predominantemente viral, e a maioria dos guidelines não recomende o uso rotineiro de broncodilatadores ou corticoides, um teste terapêutico com beta-agonista inalatório pode ser considerado em alguns casos para identificar pacientes que possam ter um componente de broncoespasmo e responder à medicação. No entanto, a falha em responder não justifica a continuação do tratamento. Antibióticos são reservados para suspeita de coinfecção bacteriana.
A bronquiolite viral é caracterizada por pródromos de infecção de vias aéreas superiores, seguido por tosse, taquipneia, tiragens, sibilos e crepitantes. Geralmente ocorre em lactentes menores de 2 anos, sendo o primeiro episódio de sibilância.
A oxigenioterapia é indicada quando a saturação de oxigênio em ar ambiente é persistentemente inferior a 90% ou 92%, dependendo do protocolo, para manter a oxigenação tecidual adequada e reduzir o trabalho respiratório.
Não é sempre recomendado. Embora alguns protocolos sugiram um teste terapêutico com beta-agonista para identificar respondedores, a maioria dos estudos não demonstra benefício significativo no uso rotineiro para todos os casos de bronquiolite viral aguda. A terapia de suporte é a base do tratamento.
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