FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2018
Lactente previamente hígido de 2 meses com diagnóstico de Bronquiolite viral aguda, evolui com Insuficiência respiratória Aguda, sem instabilidade hemodinâmica, Sat 88% em aa, Gasometria sem hipercapnia. Qual é a opção terapêutica e sequência temporal de tratamento para o lactente:
Bronquiolite com IR grave (Sat < 90%) → Oxigenioterapia → Cateter de alto fluxo → Falha = Intubação.
Em lactentes com bronquiolite viral aguda e insuficiência respiratória (hipoxemia), a oxigenioterapia é a primeira medida. O cateter nasal de alto fluxo é uma terapia de suporte respiratório eficaz antes da intubação, que deve ser considerada em caso de falha das terapias não invasivas.
A Bronquiolite Viral Aguda é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, especialmente nos primeiros meses de vida. Caracteriza-se por inflamação e necrose das pequenas vias aéreas, levando a edema, hipersecreção e broncoespasmo, resultando em obstrução e insuficiência respiratória. A epidemiologia mostra picos sazonais, principalmente no inverno. A fisiopatologia envolve a infecção viral (mais comumente VSR) que causa inflamação e obstrução das vias aéreas. O diagnóstico é clínico. A insuficiência respiratória aguda é uma complicação grave, manifestada por taquipneia, tiragens, sibilância e hipoxemia. A saturação de oxigênio abaixo de 90% em ar ambiente é um sinal de gravidade. O tratamento é primariamente de suporte. A oxigenioterapia é a primeira linha para corrigir a hipoxemia. O cateter nasal de alto fluxo (CNAF) é uma intervenção eficaz que fornece oxigênio aquecido e umidificado com um certo grau de pressão positiva, reduzindo o trabalho respiratório e melhorando a oxigenação. A intubação e ventilação mecânica são reservadas para casos de falha do CNAF, hipercapnia progressiva, exaustão ou instabilidade hemodinâmica.
Critérios incluem idade inferior a 3 meses, prematuridade, cardiopatia congênita, doença pulmonar crônica, imunodeficiência, hipoxemia (SatO2 < 90-92%), taquipneia grave, dificuldade respiratória acentuada, apneia, desidratação e incapacidade de manter hidratação oral.
O CNAF fornece oxigênio aquecido e umidificado com fluxo elevado, o que reduz o espaço morto nasofaríngeo, gera uma pressão positiva nas vias aéreas (CPAP), melhora a oxigenação e o conforto respiratório, diminuindo o trabalho da respiração e a necessidade de intubação.
A intubação é indicada em casos de falha da oxigenioterapia e do cateter de alto fluxo, exaustão respiratória, apneia recorrente, hipercapnia progressiva, instabilidade hemodinâmica ou deterioração neurológica, que indicam insuficiência respiratória iminente.
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