FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
Após admissão hospitalar de lactente de 5 meses com história de início de coriza e tosse há 3 dias, evoluindo com sinais de esforço respiratório e taquidispneia nas últimas 24h, o médico de plantão optou por iniciar algumas medidas terapêuticas. Qual delas é a única com eficácia comprovada por consenso no tratamento da doença deste paciente?
Bronquiolite em lactente: Oxigenoterapia para saturação > 90% é a única medida com eficácia comprovada.
A bronquiolite viral aguda, comum em lactentes, tem tratamento primariamente de suporte. A oxigenoterapia é a única intervenção com eficácia comprovada por consenso, visando manter a saturação de oxigênio acima de 90%, especialmente em casos de hipoxemia.
A bronquiolite viral aguda é uma das principais causas de hospitalização em lactentes, especialmente nos primeiros meses de vida. É caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas, geralmente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A doença cursa com sintomas de infecção de vias aéreas superiores, seguidos por sinais de esforço respiratório e sibilância. O manejo é predominantemente de suporte, visando aliviar os sintomas e prevenir complicações. A fisiopatologia envolve edema da mucosa, necrose epitelial e acúmulo de muco e debris celulares nas pequenas vias aéreas, levando a obstrução e aprisionamento de ar. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente e nos achados de exame físico. A avaliação da gravidade é fundamental para determinar a necessidade de hospitalização e o nível de suporte necessário. A hipoxemia é uma das principais indicações para intervenção. O tratamento da bronquiolite é focado em medidas de suporte. A oxigenoterapia é a única intervenção com forte recomendação, indicada para manter a saturação de oxigênio acima de 90%. Outras medidas incluem hidratação adequada, aspiração de secreções nasais e monitorização. É crucial evitar terapias sem eficácia comprovada, como broncodilatadores e corticoides, para não expor o paciente a riscos desnecessários e otimizar o uso de recursos. A educação dos pais sobre os sinais de alerta é também uma parte importante do manejo.
Os principais sinais e sintomas incluem coriza, tosse, febre baixa, sibilância, taquipneia, esforço respiratório (tiragens, batimento de asa de nariz) e, em casos mais graves, cianose e hipoxemia. Geralmente, ocorre em lactentes menores de 2 anos.
A oxigenoterapia é eficaz porque a bronquiolite pode levar à hipoxemia devido à obstrução das pequenas vias aéreas e desequilíbrio ventilação-perfusão. Manter a saturação de oxigênio acima de 90% é crucial para prevenir complicações e garantir a oxigenação tecidual adequada, sendo uma medida de suporte vital.
Terapias como broncodilatadores (salbutamol), corticoides (sistêmicos ou inalatórios), antibióticos (a menos que haja suspeita de infecção bacteriana secundária), nebulização com soro fisiológico hipertônico e fisioterapia respiratória agressiva não são recomendadas de rotina devido à falta de evidências de benefício consistente e potenciais riscos.
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