INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um bebê com 24 dias de vida é levado ao pronto atendimento devido a dificuldades respiratórias. Não houve intercorrências durante a gestação e o parto, o nascimento foi a termo, e o bebê pesou 3 quilogramas. A mãe relata uma história de obstrução nasal, coriza clara e recusa às mamadas há 2 dias. Acrescenta que, nas últimas horas, a respiração do bebê ficou mais rápida e surgiu um chiado no peito.Ao exame físico, o paciente encontra-se em bom estado geral, corado, com frequência respiratória de 50 irpm, com leve tiragem intercostal e sibilos discretos difusos bilateralmente e com saturação de O2 de 91% em ar ambiente. Na radiografia de tórax, evidenciam-se uma hiperinsuflação pulmonar e retificação das cúpulas diafragmáticas e de arcos costais.Considerando-se a principal hipótese diagnóstica e as condições clínicas do bebê atendido, qual é o tratamento indicado para esse caso?
BVA em lactentes: tratamento é suporte → hidratação, higiene nasal, oxigenioterapia se SatO2 < 92%.
A bronquiolite viral aguda é a principal causa de sibilância em lactentes < 2 anos. O tratamento é essencialmente de suporte, focando na manutenção da hidratação, desobstrução das vias aéreas superiores e oxigenioterapia para hipoxemia, sem indicação rotineira de broncodilatadores ou corticoides.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, principalmente nos primeiros dois anos de vida, com pico de incidência entre 3 e 6 meses. É a principal causa de hospitalização por doença respiratória em crianças pequenas, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais frequente. A condição é caracterizada por inflamação e necrose das células epiteliais dos bronquíolos, levando a edema, aumento da produção de muco e broncoespasmo, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de pródromos virais seguidos por tosse, taquipneia, sibilância e tiragem. A radiografia de tórax pode mostrar hiperinsuflação e retificação diafragmática, mas não é necessária para o diagnóstico de rotina. A avaliação da gravidade é crucial, considerando frequência respiratória, saturação de oxigênio, esforço respiratório e estado geral do paciente. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte. Isso inclui a manutenção da hidratação oral ou intravenosa, higiene nasal rigorosa para desobstruir as vias aéreas superiores e oxigenioterapia para manter a saturação de O2 acima de 90-92%. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides, antibióticos ou fisioterapia respiratória agressiva. A prevenção com palivizumabe é indicada para grupos de alto risco.
A bronquiolite viral aguda manifesta-se com obstrução nasal, coriza, tosse, sibilância, taquipneia e, em casos mais graves, tiragem intercostal e hipoxemia.
O tratamento é de suporte, incluindo hidratação adequada, higiene nasal com soro fisiológico e oxigenioterapia se a saturação de oxigênio estiver abaixo de 90-92%.
A bronquiolite é uma infecção viral, tornando os antibióticos ineficazes. Corticoides e broncodilatadores não demonstraram benefício consistente na maioria dos casos e não são recomendados de rotina.
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