Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2015
Menino de 8 meses de idade com febre baixa e coriza há quatro dias, tem frequência respiratória de 50 irpm, sibilos inspiratórios e expiratórios à ausculta e esforço respiratório moderado. Sem quadros semelhantes anteriormente e sem história familiar de atopia. Nesta situação clínica descrita a medida terapêutica inicial mais adequada é:
Bronquiolite viral em lactente com esforço respiratório moderado → oxigenoterapia é a conduta inicial mais adequada.
O quadro clínico de febre baixa, coriza, taquipneia, sibilos e esforço respiratório moderado em um lactente de 8 meses é altamente sugestivo de bronquiolite viral aguda. A pedra angular do tratamento da bronquiolite é o suporte, e a oxigenoterapia é a medida inicial mais importante para corrigir a hipoxemia e reduzir o trabalho respiratório em pacientes com desconforto.
A bronquiolite viral aguda é a infecção respiratória mais comum do trato respiratório inferior em lactentes e crianças pequenas, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente etiológico. Caracteriza-se por inflamação e necrose do epitélio bronquiolar, levando a edema, produção de muco e broncoespasmo, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. A epidemiologia mostra picos sazonais, principalmente no inverno. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente (< 2 anos), pródromos de infecção de vias aéreas superiores e o desenvolvimento de taquipneia, sibilos e sinais de esforço respiratório. A ausculta revela sibilos inspiratórios e expiratórios, além de crepitações. A gravidade é avaliada pela frequência respiratória, presença e intensidade do desconforto respiratório, e saturação de oxigênio. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte. A oxigenoterapia é a intervenção mais crítica para pacientes com hipoxemia (saturação de O2 < 90-92%). Outras medidas incluem hidratação adequada, aspiração de secreções nasais e monitorização. Broncodilatadores, corticoides e antibióticos não são recomendados de rotina, pois não demonstraram benefício significativo na maioria dos casos e podem levar a efeitos adversos desnecessários. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem necessitar de internação e suporte ventilatório.
A bronquiolite geralmente começa com sintomas de infecção de vias aéreas superiores, como coriza e tosse, progredindo para taquipneia, sibilos, crepitações e sinais de desconforto respiratório, como tiragem e batimento de asa de nariz.
A oxigenoterapia é fundamental para corrigir a hipoxemia, que é comum na bronquiolite devido à obstrução das pequenas vias aéreas. Ao melhorar a oxigenação, reduz-se o trabalho respiratório e o estresse cardiovascular, estabilizando o paciente.
Além da oxigenoterapia, a hidratação adequada (oral ou intravenosa), a aspiração de secreções nasais e a monitorização contínua da saturação de oxigênio e do padrão respiratório são essenciais. Broncodilatadores e corticoides não são recomendados de rotina.
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