HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2015
Leia o caso clínico a seguir e marque a alternativa CORRETA. Um lactente de 4 meses apresenta há 5 dias tosse produtiva, coriza, febre e dificuldade respiratória. Está em uso de broncodilatador sem obter melhora. Ao exame nota-se um esforço moderado e sibilos bilaterais. Rx não mostra consolidações. Qual é o diagnóstico provável?
Lactente < 2 anos + pródromos virais + sibilância + esforço respiratório = Bronquiolite viral aguda.
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de sibilância em lactentes, geralmente causada pelo VSR. Caracteriza-se por pródromos de infecção de vias aéreas superiores, seguido por tosse, taquipneia, sibilância e esforço respiratório, sem resposta a broncodilatadores.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de hospitalização em menores de um ano. Caracteriza-se por inflamação e necrose do epitélio das pequenas vias aéreas, levando a edema, produção de muco e broncoespasmo. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, especialmente nos meses de outono e inverno. Clinicamente, a bronquiolite inicia-se com pródromos de infecção de vias aéreas superiores (coriza, tosse, febre baixa), seguidos por tosse persistente, taquipneia, sibilância, crepitações e esforço respiratório (tiragens, batimento de asa de nariz). O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente (< 2 anos) e nos achados do exame físico. Radiografias de tórax geralmente mostram hiperinsuflação e espessamento peribrônquico, mas não são necessárias para o diagnóstico de rotina e servem para excluir outras condições como pneumonia bacteriana. O tratamento da bronquiolite é essencialmente de suporte, focado em manter a oxigenação e a hidratação. A oxigenoterapia é a intervenção mais importante para hipoxemia. Não há evidências consistentes para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. A prevenção em grupos de alto risco pode ser feita com palivizumabe. A educação dos pais sobre os sinais de alerta é fundamental para evitar complicações.
O principal agente etiológico da bronquiolite viral aguda é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por 70-80% dos casos. Outros vírus incluem rinovírus, metapneumovírus humano, adenovírus e vírus parainfluenza.
O tratamento da bronquiolite é principalmente de suporte, incluindo hidratação, desobstrução de vias aéreas e oxigenoterapia se SpO2 < 90-92%. Broncodilatadores e corticoides não são rotineiramente recomendados, pois não demonstraram benefício consistente.
A hospitalização é indicada para lactentes com bronquiolite que apresentam dificuldade respiratória grave, hipoxemia persistente (SpO2 < 90-92%), desidratação, apneia, ou que são de alto risco (prematuros, cardiopatas, imunocomprometidos).
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