AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026
A bronquiolite viral aguda é caracterizada por inflamação aguda, edema necrose de células epiteliais das pequenas vias aéreas, promovendo impactação de muco intraluminal. Sobre esta situação assinale a alternativa correta:
Bronquiolite = Diagnóstico clínico; CNAF ↓ necessidade de ventilação invasiva.
O diagnóstico da bronquiolite é clínico. Exames de imagem e fisioterapia respiratória não são recomendados de rotina. A CNAF é eficaz em reduzir falha terapêutica e IOT.
A bronquiolite viral aguda é a principal causa de hospitalização em lactentes, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais comum. A fisiopatologia envolve a inflamação das pequenas vias aéreas, com edema e necrose epitelial, levando à obstrução por debris celulares e muco. É fundamental compreender que a imunidade pós-infecção pelo VSR é parcial e transitória, permitindo reinfecções ao longo da vida. Na prática clínica, o tratamento é de suporte. A introdução da Cânula Nasal de Alto Fluxo (CNAF) revolucionou o manejo em enfermarias e UTIs pediátricas, oferecendo uma ponte não invasiva eficaz. O uso de broncodilatadores, corticoides e adrenalina inalatória não é recomendado de rotina, pois não alteram o curso da doença na maioria dos pacientes. O foco deve ser a manutenção da estabilidade hemodinâmica e respiratória até a resolução espontânea do quadro viral.
O diagnóstico da bronquiolite viral aguda é eminentemente clínico, baseado na história de pródromos catarrais (coriza, tosse) seguidos de sinais de desconforto respiratório, taquipneia e sibilância ou estertores finos em lactentes menores de 2 anos. Diretrizes nacionais e internacionais (como da AAP) desaconselham o uso rotineiro de radiografias de tórax, exames laboratoriais ou pesquisa viral para casos típicos, reservando-os para apresentações graves ou dúvidas diagnósticas.
A Cânula Nasal de Alto Fluxo (CNAF) tem se mostrado uma ferramenta valiosa no manejo da bronquiolite moderada a grave. Ela fornece oxigênio aquecido e umidificado com fluxos superiores à demanda inspiratória do paciente, gerando uma pressão positiva expiratória final (PEEP) inadvertida que ajuda a recrutar alvéolos e reduzir o trabalho respiratório. Estudos indicam que seu uso precoce está associado a uma menor taxa de falha terapêutica e menor necessidade de escalonamento para ventilação mecânica invasiva.
Não. As técnicas convencionais de fisioterapia respiratória (como percussão, vibração ou drenagem postural) não demonstraram benefício na redução do tempo de internação, melhora do escore clínico ou necessidade de oxigênio na bronquiolite viral aguda. Pelo contrário, podem causar estresse e agitação no lactente, piorando o desconforto respiratório. O manejo deve focar em suporte (hidratação e oxigenação) e aspiração de vias aéreas superiores se houver obstrução por muco.
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