SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Lactente com quadro de bronquiolite viral aguda, primeiro episódio, sem história familiar de atopia, apresentando esforço respiratório moderado, com tiragem intercostal leve, saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente, com sibilos bilaterais à ausculta. Assinale abaixo a opção que apresenta tratamento comprovadamente eficaz diante do caso clínico exposto.
Bronquiolite viral aguda com SpO2 < 90% → Oxigenoterapia é o tratamento mais eficaz.
Em lactentes com bronquiolite viral aguda e hipoxemia (saturação de oxigênio abaixo de 90%), a oxigenoterapia é a única intervenção com eficácia comprovada para melhorar a oxigenação e reduzir o trabalho respiratório, sendo a base do tratamento de suporte.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. Geralmente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), manifesta-se com rinorreia, tosse, taquipneia, sibilância e, em casos mais graves, desconforto respiratório e hipoxemia. É a principal causa de hospitalização em crianças menores de um ano. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte, visando manter a hidratação e a oxigenação adequadas. A oxigenoterapia é a única intervenção com eficácia comprovada em lactentes que apresentam hipoxemia, definida por saturação de oxigênio abaixo de 90% (ou 92% em algumas diretrizes) em ar ambiente. Outras terapias, como broncodilatadores, corticosteroides sistêmicos ou inalatórios, antibióticos e sulfato de magnésio, não demonstraram benefício consistente na maioria dos casos e não são recomendadas de rotina. O monitoramento da saturação de oxigênio é crucial para guiar a necessidade de oxigenoterapia. Além disso, é importante garantir a hidratação oral ou intravenosa e a desobstrução das vias aéreas superiores. A identificação de sinais de gravidade, como apneia, letargia, desidratação ou desconforto respiratório progressivo, é fundamental para decidir pela internação e manejo adequado.
A oxigenoterapia é indicada para lactentes com bronquiolite viral aguda que apresentam saturação de oxigênio persistente abaixo de 90% (ou 92% em algumas diretrizes) em ar ambiente, visando manter a oxigenação adequada.
Não, estudos demonstram que corticosteroides sistêmicos ou inalatórios não são comprovadamente eficazes na maioria dos casos de bronquiolite viral aguda e não são recomendados de rotina devido à falta de benefício e potenciais efeitos adversos.
A internação é indicada para lactentes com hipoxemia persistente, desidratação, dificuldade respiratória grave, apneia, idade inferior a 3 meses ou comorbidades significativas que aumentam o risco de complicações.
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