Bronquiolite Viral Aguda: Diagnóstico e Manejo em Lactentes

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2019

Enunciado

Lactente, quatro meses, sexo masculino, previamente hígido, há cinco dias iniciou com obstrução nasal, rinorreia clara, espirros e febre baixa, temperatura axilar máxima 38°C. Há dois dias com tosse frequente e cansaço. Ao exame: alerta, corado, hidratado, acianótico, afebril, boa perfusão capilar, frequência respiratória 70irpm, frequência cardíaca 140bpm. Ausculta pulmonar com sibilos expiratórios difusos, crepitações inspiratórias difusas, tempo expiratório prolongado e esforço leve. Restante do exame físico sem alterações. Assinale a hispótese diagnóstica MAIS PROVÁVEL para o caso relatado:

Alternativas

  1. A) Bronquiolite viral aguda.
  2. B) Crise aguda de asma.
  3. C) Laringite bacteriana.
  4. D) Pneumonia atípica.

Pérola Clínica

Lactente <1a com pródromos virais + sibilância/crepitações + taquipneia = Bronquiolite viral aguda.

Resumo-Chave

A bronquiolite viral aguda é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior em lactentes, caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado em pródromos virais seguidos por sinais de desconforto respiratório, como taquipneia, sibilos e crepitações.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma das doenças respiratórias mais comuns e importantes na pediatria, afetando principalmente lactentes menores de um ano. Caracteriza-se por uma inflamação aguda das pequenas vias aéreas, os bronquíolos, levando à obstrução e consequente desconforto respiratório. É uma condição de alta prevalência, especialmente nos meses de outono e inverno, sendo uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas. A fisiopatologia envolve a infecção viral (mais comumente pelo Vírus Sincicial Respiratório - VSR) que causa necrose do epitélio bronquiolar, edema da mucosa, hipersecreção de muco e broncoespasmo, resultando em aprisionamento de ar e atelectasias. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de pródromos virais seguidos por tosse, taquipneia, sibilância e crepitações à ausculta pulmonar, além de sinais de esforço respiratório. O tratamento é majoritariamente de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas. Não há tratamento antiviral específico rotineiro, e o uso de broncodilatadores ou corticoides é controverso e geralmente não recomendado de forma universal. A prevenção inclui medidas de higiene e, em casos selecionados de alto risco, a profilaxia com Palivizumabe. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da bronquiolite viral aguda em lactentes?

Os principais sinais incluem pródromos virais (rinorreia, espirros, febre baixa), seguidos por tosse, taquipneia, sibilos expiratórios difusos, crepitações e esforço respiratório, como tiragem e batimento de asas nasais.

Qual o principal agente etiológico da bronquiolite viral aguda e como é transmitido?

O principal agente é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por 50-80% dos casos. A transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias de pessoas infectadas, via gotículas ou contato com superfícies contaminadas.

Como diferenciar bronquiolite viral aguda de crise de asma em um lactente?

A bronquiolite é a primeira manifestação de sibilância em lactentes menores de um ano, com pródromos virais proeminentes e sem histórico prévio de sibilância. A asma, embora rara em lactentes, pode ser considerada em casos recorrentes ou com forte histórico familiar de atopia.

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