CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2020
Renan, 2 meses, nascido a termo, previamente hígido, iniciou quadro de coriza hialina, tosse e febre baixa há 2 dias. Tem uma irmã, Isis, de 3 anos que está muito gripada há 5 dias. Gustavo, pai das crianças, preocupado, resolveu levar Renan à Emergência do CHN. Ao examinar, encontramos uma criança pouco reativa, FR= 72 irpm, SatO₂= 92% em ar ambiente. Murmúrio vesicular universalmente audível, com sibilos inspiratórios e expiratórios bilaterais. Tiragem subcostal. Otoscopia bilateral e orofaringe sem alterações. É CORRETO AFIRMAR que Renan está com
Bronquiolite viral em lactente < 3 meses com SatO₂ < 92% e FR > 60 → Internação, O₂ e suporte. VSR é o principal agente.
Lactentes jovens com bronquiolite viral aguda e sinais de gravidade, como taquipneia acentuada (FR > 60-70 irpm), hipoxemia (SatO₂ < 92%) e tiragem, necessitam de internação e tratamento de suporte. A salina hipertônica pode ser considerada em casos selecionados para reduzir o tempo de internação.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, principalmente nos primeiros dois anos de vida, com pico de incidência entre 2 e 6 meses. É a principal causa de internação hospitalar por doença respiratória em crianças pequenas, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais frequente. A doença é caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas, levando a desconforto respiratório, tosse e sibilos. A fisiopatologia envolve a replicação viral no epitélio respiratório, resultando em edema, necrose celular e produção excessiva de muco, que obstruem os bronquíolos. O diagnóstico é clínico, baseado na história de pródromo viral seguido por taquipneia, sibilos e tiragem. É crucial identificar sinais de gravidade, como hipoxemia, apneia, desidratação e exaustão respiratória, que indicam a necessidade de internação hospitalar para suporte adequado. O tratamento da bronquiolite é essencialmente de suporte, com foco na manutenção da oxigenação e hidratação. A oxigenioterapia é a principal intervenção para hipoxemia. A salina hipertônica inalatória pode ser considerada para reduzir o tempo de internação em alguns casos. Não há evidências robustas para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos, a menos que haja comorbidades ou suspeita de infecção bacteriana secundária. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente.
Os principais sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada (FR > 60-70 irpm), hipoxemia (SatO₂ < 92% em ar ambiente), tiragem subcostal e intercostal, cianose, letargia, recusa alimentar e apneia, especialmente em lactentes menores de 3 meses.
O VSR é o principal agente etiológico da bronquiolite viral aguda, responsável pela maioria dos casos graves. Ele causa inflamação e necrose das células epiteliais bronquiolares, levando a edema, hipersecreção de muco e obstrução das vias aéreas pequenas, manifestando-se com sibilos e desconforto respiratório.
A conduta inicial é de suporte, focando na oxigenioterapia para manter SatO₂ > 90-92%, hidratação adequada (oral ou endovenosa) e aspiração de secreções nasais. A salina hipertônica inalatória pode ser considerada em casos moderados a graves, mas broncodilatadores e corticoides não são recomendados de rotina.
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