HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Lactente de 6 meses, previamente hígido e sem histórico familiar de doenças alérgicas, iniciou há cerca de 3 dias com coriza, tosse e febre baixa. Foi levado ao pronto atendimento devido a piora da tosse associada a esforço respiratório moderado. Ao exame físico, foram observados sibilos expiratórios difusos, presença de retração de fúrcula e tiragem subdiafragmática moderadas, tempo expiratório prolongado, frequência respiratória de 66 movimentos por minuto. Mãe nega episódios de sibilância anteriores e relata que a criança começou a frequentar creche há 1 semana. Baseando-se na principal hipótese diagnóstica, o diagnóstico deve ser feito com base:
Bronquiolite em lactentes: diagnóstico clínico por anamnese e exame físico, sem necessidade de exames complementares de rotina.
A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de sibilância no primeiro ano de vida. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de infecção viral de vias aéreas superiores seguida por sinais de obstrução de vias aéreas inferiores, como sibilância e esforço respiratório. Exames complementares não são rotineiramente indicados para o diagnóstico.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum que afeta lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de hospitalização em menores de 1 ano. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, mas outros vírus como rinovírus, parainfluenza e adenovírus também podem causar a doença. A transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias, sendo a frequência de creches um fator de risco. A fisiopatologia envolve inflamação e necrose das células epiteliais dos bronquíolos, levando a edema, produção de muco e obstrução das pequenas vias aéreas. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na anamnese (sintomas de IVAS seguidos por tosse, sibilância e esforço respiratório) e exame físico (taquipneia, sibilância difusa, crepitações, tiragens). Exames complementares como radiografia de tórax ou painel viral não são recomendados rotineiramente, pois não alteram a conduta na maioria dos casos. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte, focando na manutenção da hidratação, oxigenação adequada e desobstrução das vias aéreas. Não há evidências para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. A prevenção inclui lavagem das mãos e, em casos de alto risco, a profilaxia com Palivizumabe. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem ter sibilância recorrente na infância.
A bronquiolite geralmente começa com sintomas de infecção de vias aéreas superiores (coriza, tosse, febre baixa), seguidos por piora da tosse, taquipneia, sibilância expiratórias difusas, crepitações, e sinais de esforço respiratório como tiragem intercostal, subcostal e de fúrcula.
O diagnóstico é clínico porque a apresentação típica dos sintomas e achados do exame físico são suficientes para identificar a condição. Exames complementares, como radiografia de tórax ou testes virais, não alteram o manejo na maioria dos casos e podem levar a intervenções desnecessárias ou atraso no tratamento de suporte.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem asma (especialmente em crianças com histórico familiar de atopia ou episódios recorrentes), aspiração de corpo estranho, refluxo gastroesofágico, malformações congênitas das vias aéreas e fibrose cística. A história clínica detalhada é fundamental para a diferenciação.
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