UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2018
Menina, 6 meses, inicia com quadro de febre, rinorreia, obstrução nasal. Evolui com dispneia sibilante progressiva em três dias. No quinto para o sexto dia apresenta um aumento da dispneia e dessaturação. Ao exame clínico, apresenta sibilos e estertores subcrepitantes disseminados. A radiografia evidencia infiltrado instersticial difuso de características centrífugas. O médico sugere que essa criança teve uma bronquiolite com provável evolução para:
Bronquiolite grave com piora clínica e infiltrado intersticial difuso → complicação por pneumonia viral.
A bronquiolite viral aguda, especialmente em lactentes, pode evoluir para quadros mais graves de pneumonia viral, caracterizados por piora da dispneia, dessaturação e achados radiológicos como infiltrado intersticial difuso. O VSR é o principal agente etiológico.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes, principalmente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas. Atinge seu pico de incidência nos primeiros meses de vida e é uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas, sendo crucial o reconhecimento de sua gravidade e potenciais complicações. O quadro clínico inicial de febre, rinorreia e obstrução nasal, seguido por dispneia sibilante progressiva, é típico de bronquiolite. A piora da dispneia e a dessaturação, juntamente com sibilos e estertores subcrepitantes disseminados, indicam um agravamento. A radiografia com infiltrado intersticial difuso de características centrífugas é altamente sugestiva de pneumonia viral, que pode ser uma complicação direta da bronquiolite, especialmente em quadros mais arrastados ou graves. O manejo da bronquiolite é primariamente de suporte, com oxigenoterapia, hidratação e aspiração de vias aéreas, se necessário. A identificação precoce da evolução para pneumonia viral é fundamental para monitoramento intensivo e, em alguns casos, para considerar a sobreposição de infecção bacteriana, embora a conduta inicial seja de suporte e observação, visto que a maioria dos casos é viral.
Piora da dispneia, taquipneia, retrações, dessaturação, letargia e dificuldade para alimentar são sinais de alerta que indicam agravamento do quadro.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente. Complicações incluem pneumonia viral, atelectasias e, secundariamente, infecções bacterianas.
A pneumonia viral geralmente apresenta infiltrado intersticial difuso na radiografia, enquanto a bacteriana tende a ter consolidações lobares. A clínica e a evolução também auxiliam na diferenciação.
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