SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Lactente de cinco meses de vida com bronquiolite viral aguda de moderada intensidade, dá entrada no pronto socorro. Qual a abordagem terapêutica está indicada, além da suplementação de oxigênio?
Bronquiolite viral aguda: tratamento é suporte, com hidratação e oxigênio, evitando sobrecarga hídrica.
Na bronquiolite viral aguda, o tratamento é primariamente de suporte. A hidratação adequada é crucial para evitar desidratação, comum devido à taquipneia e dificuldade de alimentação, mas deve ser cuidadosamente monitorada para prevenir sobrecarga hídrica e piora da congestão pulmonar.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum em lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de hospitalização em menores de um ano. Geralmente causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), caracteriza-se por inflamação e edema das pequenas vias aéreas, levando a sibilância, taquipneia e desconforto respiratório. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações. A fisiopatologia envolve a necrose do epitélio bronquiolar, edema e produção de muco, resultando em obstrução das vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado na idade do paciente e nos sintomas típicos. A suspeita deve surgir em lactentes com pródromos de IVAS seguidos por tosse, taquipneia, sibilância e crepitações. O tratamento da bronquiolite é fundamentalmente de suporte. Além da oxigenoterapia para manter a saturação de oxigênio em níveis seguros, a hidratação é um componente vital. Lactentes com bronquiolite frequentemente têm dificuldade para se alimentar devido à taquipneia e ao esforço respiratório, o que pode levar à desidratação. Contudo, é imperativo monitorar o balanço hídrico para evitar a sobrecarga, que pode piorar o edema pulmonar e o quadro respiratório. A maioria das diretrizes não recomenda o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos.
Os pilares incluem oxigenoterapia para manter saturação > 90-92%, hidratação adequada (oral ou intravenosa) e aspiração de vias aéreas superiores para remover secreções, além de monitorização.
A hidratação é vital para prevenir desidratação, comum devido à taquipneia e dificuldade de mamar. No entanto, a sobrecarga hídrica pode agravar o edema pulmonar e a dificuldade respiratória, exigindo balanço hídrico cuidadoso.
Broncodilatadores (salbutamol), corticoides sistêmicos, antibióticos e ribavirina não são recomendados rotineiramente, pois não demonstraram benefício consistente na maioria dos casos e podem ter efeitos adversos.
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