Bronquiolite Viral Aguda em Lactentes: Diagnóstico Clínico

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2016

Enunciado

Lactente de 45 dias de vida chegou ao pronto-socorro com relato de coriza, tosse e febre durante três a cinco dias, que evoluiu com taquipineia, tiragem e sibilos. Tais características clínicas sugerem o seguinte diagnóstico:

Alternativas

  1. A) Pneumonia Bacteriana. 
  2. B) Pneumotórax.
  3. C) Abscesso Pulmonar.
  4. D) Bronquiolite Viral Aguda.
  5. E) Bronquiectasias.

Pérola Clínica

Lactente < 2 anos + pródromos virais + taquipneia/tiragem/sibilos → Bronquiolite Viral Aguda.

Resumo-Chave

A bronquiolite viral aguda é a causa mais comum de sibilância e desconforto respiratório em lactentes, tipicamente afetando crianças menores de 2 anos. O quadro inicia com sintomas de IVAS e evolui com sinais de obstrução de pequenas vias aéreas, como taquipneia, tiragem e sibilos.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma das infecções respiratórias mais comuns e importantes em lactentes, sendo a principal causa de hospitalização em crianças menores de um ano. Caracteriza-se por uma inflamação aguda das pequenas vias aéreas (bronquíolos), levando a edema, necrose epitelial e produção de muco, resultando em obstrução e aprisionamento aéreo. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, mas outros vírus como rinovírus e metapneumovírus também podem causar a doença. O quadro clínico típico inicia-se com sintomas de infecção de vias aéreas superiores, como coriza, tosse e febre baixa, que evoluem após alguns dias para sinais de desconforto respiratório inferior. Estes incluem taquipneia (aumento da frequência respiratória), tiragem (retrações intercostais, subcostais e supraesternais) e, classicamente, sibilos e crepitações à ausculta pulmonar. A idade do paciente (geralmente < 2 anos, com pico entre 3 e 6 meses) e a sazonalidade (meses mais frios) são dados epidemiológicos importantes. O diagnóstico é essencialmente clínico, e o tratamento é de suporte, visando manter a oxigenação e hidratação adequadas. Não há tratamento antiviral específico rotineiramente recomendado, e broncodilatadores e corticoides têm eficácia limitada na maioria dos casos. A prevenção, especialmente em grupos de risco, pode ser feita com palivizumabe. O reconhecimento precoce e a avaliação da gravidade são cruciais para o manejo adequado e para evitar complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da bronquiolite viral aguda em lactentes?

Os sintomas incluem pródromos de infecção de vias aéreas superiores (coriza, tosse, febre baixa) seguidos por taquipneia, tiragem intercostal e subcostal, batimento de asa de nariz e sibilos à ausculta pulmonar.

Qual a faixa etária mais afetada pela bronquiolite e qual o principal agente etiológico?

A bronquiolite viral aguda afeta predominantemente lactentes menores de 2 anos, com pico de incidência entre 3 e 6 meses de idade. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum.

Como diferenciar bronquiolite de pneumonia em lactentes?

A bronquiolite é caracterizada por sibilância e sinais de obstrução de pequenas vias aéreas, enquanto a pneumonia bacteriana geralmente apresenta febre mais alta, tosse produtiva e crepitações localizadas, sem a sibilância proeminente.

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