UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Lactente de 6 meses, sexo masculino, foi levado à unidade básica de saúde, com história de tosse, espirros, obstrução nasal, coriza e febre havia três dias, com evolução de chiado no peito e dispneia. Antecedentes pessoais: dois episódios de rinofaringite desde o nascimento, autolimitados e com boa evolução. A mãe é asmática. No exame físico, o paciente apresentou: frequência respiratória de 56 incursões respiratórias por minuto; tiragem de fúrcula e subcostal; tempo expiratório prolongado e sibilos difusos em moderada quantidade; saturometria de 88% em ar ambiente. Sem alterações no restante do exame físico. Radiografia de tórax evidenciou hiperinsuflação pulmonar. Considerando a situação descrita, assinale a opção que apresenta, respectivamente, o diagnóstico e a conduta adequados.
Lactente < 1 ano + Pródromos virais + Dispneia + Sibilos + Hipoxemia = Bronquiolite viral aguda, requer suporte.
O quadro clínico do lactente é clássico de bronquiolite viral aguda, com pródromos virais, desconforto respiratório, sibilos e hipoxemia. A conduta principal é o suporte sintomático, incluindo oxigenoterapia para a saturação de 88% e monitorização, pois broncodilatadores e corticoides não são rotineiramente indicados.
A bronquiolite viral aguda é a infecção respiratória mais comum do trato respiratório inferior em lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de hospitalização nessa faixa etária. É caracterizada por inflamação e necrose das células epiteliais dos bronquíolos, levando a edema, produção de muco e broncoespasmo, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, mas outros vírus como rinovírus e metapneumovírus também podem causar a doença. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história de pródromos virais (coriza, tosse, febre baixa) seguidos de desconforto respiratório progressivo, com taquipneia, tiragem intercostal e subcostal, tempo expiratório prolongado e sibilos difusos à ausculta. A saturometria é um indicador importante de gravidade, e valores abaixo de 90-92% em ar ambiente indicam hipoxemia. A radiografia de tórax pode mostrar hiperinsuflação pulmonar, mas não é necessária para o diagnóstico e não diferencia a bronquiolite de outras causas de sibilância. O tratamento da bronquiolite viral aguda é primariamente de suporte. As medidas incluem oxigenoterapia para hipoxemia, hidratação adequada (oral ou venosa), aspiração de secreções nasais e monitorização. Não há evidências consistentes para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides, antibióticos ou antivirais específicos na maioria dos casos. A internação é indicada para lactentes com sinais de gravidade, como hipoxemia persistente, desconforto respiratório significativo, desidratação ou apneia. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem apresentar sibilância recorrente na infância.
O diagnóstico de bronquiolite viral aguda é clínico, baseado em pródromos virais (tosse, coriza, febre baixa) seguidos de desconforto respiratório (taquipneia, tiragem) e achados no exame físico como sibilos e crepitações. Geralmente afeta lactentes menores de 2 anos, sendo mais comum no primeiro ano de vida.
A conduta inicial para um lactente com bronquiolite viral aguda e hipoxemia (saturação <90-92%) é a oxigenoterapia para manter a saturação acima de 90-92%. Além disso, são fundamentais medidas de suporte como hidratação adequada, aspiração de secreções nasais e monitorização dos sinais vitais.
Embora a bronquiolite seja a causa mais comum de sibilância no primeiro ano de vida, a asma deve ser considerada em lactentes com episódios recorrentes de sibilância, especialmente se houver história familiar de atopia ou asma, e se os episódios não estiverem claramente associados a infecções virais ou responderem a broncodilatadores.
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