Bronquiolite Viral Aguda: Diagnóstico e Manejo em Lactentes

UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2016

Enunciado

Menino de 12 meses de idade com quadro clínico de febre (38°há dois dias; tosse produtiva intercalada com tosse seca, respiração ruidosa, apetite diminuído, com coriza serosa; à ausculta respiratória, estertores bolhosos, roncos e sibilos bilaterais. Radiografia de tórax evidencia discreta hiperinsuflação pulmonar bilateral com presença de pequenas condensações heterogêneas sem limites precisos, localizadas em regiões peri-hilares bilaterais. Assinale a alternativa que apresenta corretamente o diagnóstico mais provável:

Alternativas

  1. A) Asma brônquica. 
  2. B) Broncopneumonia viral.
  3. C) Bronquiolite.
  4. D) Broncopneumonia bacteriana. 

Pérola Clínica

Bronquiolite em lactentes: quadro viral + sibilância + hiperinsuflação pulmonar no RX.

Resumo-Chave

A bronquiolite viral aguda é a principal causa de sibilância em lactentes < 2 anos, geralmente causada pelo VSR. O diagnóstico é clínico, com febre baixa, coriza, tosse e sibilância, e o RX pode mostrar hiperinsuflação e infiltrados perihilares.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum que afeta as pequenas vias aéreas de lactentes e crianças jovens, sendo a principal causa de hospitalização em menores de 1 ano. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente, mas outros vírus como rinovírus e adenovírus também podem causar a doença. É crucial para o residente reconhecer o quadro clínico típico para um manejo adequado. A fisiopatologia envolve inflamação e edema das pequenas vias aéreas, levando a obstrução e aprisionamento de ar, manifestado por sibilância e hiperinsuflação pulmonar. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na idade (geralmente < 2 anos), pródromos virais e achados de exame físico como taquipneia, sibilância, roncos e, por vezes, estertores. A radiografia de tórax pode auxiliar, mostrando hiperinsuflação e infiltrados perihilares, mas não é rotineiramente necessária para o diagnóstico. O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte, focando na hidratação, desobstrução de vias aéreas e suporte de oxigênio quando necessário. Não há evidências para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente na infância. A prevenção com palivizumabe é indicada para grupos de alto risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos da bronquiolite em lactentes?

Os principais sinais incluem febre baixa, coriza, tosse, taquipneia, sibilância e, em casos mais graves, desconforto respiratório.

Qual o agente etiológico mais comum da bronquiolite viral aguda?

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum, responsável pela maioria dos casos de bronquiolite em lactentes.

Como diferenciar bronquiolite de broncopneumonia bacteriana em um lactente?

A bronquiolite geralmente apresenta quadro viral prévio, sibilância e hiperinsuflação no RX. A broncopneumonia bacteriana tende a ter febre mais alta, prostração e consolidações lobares no RX.

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