UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Sobre a administração de corticoide no manejo de pacientes com bronquiolite, assinale o que for CORRETO:
Corticoterapia NÃO oferece benefício no manejo da bronquiolite viral aguda; o tratamento é de suporte.
As diretrizes atuais para o manejo da bronquiolite viral aguda, uma infecção respiratória comum em lactentes, não recomendam o uso rotineiro de corticoides. Estudos demonstram que a corticoterapia, seja oral, inalatória ou endovenosa, não reduz a duração da hospitalização, a gravidade da doença ou a necessidade de oxigenoterapia, sendo o tratamento focado em medidas de suporte.
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória comum que afeta principalmente lactentes e crianças pequenas, sendo a principal causa de hospitalização por doença respiratória nessa faixa etária. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente. A doença caracteriza-se por inflamação, edema e necrose das células epiteliais dos bronquíolos, levando a obstrução das pequenas vias aéreas e consequente desconforto respiratório. Historicamente, diversas terapias foram testadas para a bronquiolite, incluindo broncodilatadores, antibióticos e corticoides. No entanto, as diretrizes atuais de sociedades pediátricas renomadas, como a Academia Americana de Pediatria (AAP) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), não recomendam o uso rotineiro de corticoides (sejam eles orais, inalatórios ou endovenosos) no manejo da bronquiolite. Múltiplos estudos e metanálises demonstraram que a corticoterapia não oferece benefício significativo na redução da duração da doença, tempo de internação, necessidade de oxigenoterapia ou taxa de readmissão. O manejo da bronquiolite é essencialmente de suporte, visando aliviar os sintomas e manter a estabilidade respiratória e hidratação. Isso inclui a oferta de oxigênio suplementar para pacientes com hipoxemia, hidratação adequada (oral ou intravenosa), aspiração de secreções nasais e, em casos graves, suporte ventilatório. É crucial que residentes e profissionais de saúde estejam cientes dessas recomendações baseadas em evidências para evitar tratamentos desnecessários e potencialmente prejudiciais, focando no cuidado que realmente beneficia o paciente.
A bronquiolite geralmente começa com sintomas de resfriado comum, como rinorreia e tosse, progredindo para taquipneia, sibilância, tiragem intercostal, batimento de asas nasais e, em casos mais graves, cianose e apneia. A febre pode estar presente, mas não é um achado universal.
O tratamento da bronquiolite é primariamente de suporte, focando na manutenção da hidratação, desobstrução das vias aéreas superiores (lavagem nasal), e oxigenoterapia se houver hipoxemia. Em casos graves, pode ser necessária ventilação mecânica. Não há tratamento antiviral específico ou broncodilatadores de rotina.
A bronquiolite é predominantemente uma doença viral que causa inflamação e necrose das células epiteliais dos bronquíolos, levando a edema e acúmulo de muco. A resposta inflamatória não é tão sensível aos corticoides quanto em condições como a asma, onde há um componente alérgico e inflamatório diferente. Estudos não mostram benefício clínico significativo.
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