FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2019
Lactente de cinco meses de vida é levado à emergência, no início do mês de junho, com relato de rinorreia, cansaço, tosse, coriza e febre baixa, há 3 dias. Mãe refere que uma irmã de 7 anos estava muito resfriada, na mesma época da criança. Exame físico: febril (37,6°C), ativo e reativo ao manuseio; FR: 60ipm; Saturação de oxigênio periférica de 95%. FC: 120 bpm. AP: MV universalmente audível com sibilos difusos. Radiografia de tórax: hipertransparência pulmonar difusa, aumento do volume torácico e retificação do diafragma. A principal hipótese diagnóstica é:
Lactente <1 ano, sintomas virais + sibilos/crepitantes + hiperinsuflação RX = Bronquiolite Viral Aguda.
A bronquiolite viral aguda é a principal causa de sibilância em lactentes <1 ano, especialmente no inverno, caracterizada por quadro viral prévio, desconforto respiratório, sibilos e sinais radiológicos de hiperinsuflação pulmonar.
A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção respiratória comum em lactentes, sendo a principal causa de hospitalização em crianças menores de 1 ano, especialmente durante os meses de inverno (junho no Brasil). É caracterizada por inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas, os bronquíolos, levando a desconforto respiratório. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente etiológico mais frequente. O quadro clínico típico da BVA inicia-se com sintomas de infecção de vias aéreas superiores (rinorreia, tosse, coriza, febre baixa), que evoluem para sinais de desconforto respiratório inferior, como taquipneia, tiragem, batimento de asa de nariz e sibilância. Ao exame físico, são comuns sibilos difusos e crepitantes. A radiografia de tórax, embora não seja essencial para o diagnóstico em casos típicos, pode mostrar hiperinsuflação pulmonar, retificação do diafragma e aumento do volume torácico, achados consistentes com obstrução de pequenas vias aéreas. A história de contato com pessoas resfriadas é comum, dada a alta transmissibilidade viral. O tratamento da BVA é primariamente de suporte, incluindo hidratação adequada, oxigenoterapia se necessário e aspiração de secreções nasais. Não há evidências para o uso rotineiro de broncodilatadores, corticoides ou antibióticos em casos não complicados. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns lactentes podem desenvolver sibilância recorrente. Para residentes, é fundamental reconhecer o quadro clínico da BVA, diferenciá-la de outras causas de sibilância em lactentes e aplicar o manejo de suporte adequado, evitando intervenções desnecessárias.
O principal agente etiológico é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por cerca de 50-80% dos casos, seguido por rinovírus, metapneumovírus, adenovírus e vírus parainfluenza.
Critérios incluem idade <3 meses, prematuridade, cardiopatia congênita, doença pulmonar crônica, imunodeficiência, SatO2 <90-92% em ar ambiente, desconforto respiratório grave, apneia, desidratação e incapacidade de manter hidratação oral.
A radiografia de tórax não é rotineiramente necessária para o diagnóstico de bronquiolite típica, mas pode auxiliar a excluir outras patologias. Achados comuns são hiperinsuflação pulmonar, retificação diafragmática e aumento do espaço intercostal.
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